Política
Advogados retrucam Marcos Alex e o tacham de "invejoso"
No dia do advogado, é impossível não falar de uma das mais faladas operações que Campo Grande já presenciou. A operação “Coffee Break”, que enquanto não tiver um desfecho por parte do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul fará parte das especulações. Se de um lado a defesa reclamou da seletividade do outro, o Ministério Público reclamou da pessoalidade dos advogados, chamou o posicionamento deles de “circo de pulgas” e ainda criticou publicamente os honorários que supostamente seriam cobrados pelos defensores.
O posicionamento não agradou em nada os advogados responsáveis pela defesa dos denunciados na operação. Um deles foi o ex-deputado federal Fábio Trad, que atualmente é defensor do vereador Airton Saraiva (DEM) e afirmou que a defesa faz um papel social.
“A defesa está expressando apenas o reflexo daquilo que foi apurado, que demonstra claramente que a denúncia é um deserto de idéias jurídicas, um vazio de provas, é na realidade a caricatura panfletária de um romance policial de terceira categoria. Por isso que nós estamos insistindo na necessidade de reafirmar para a opinião pública, que quando a defesa fala ela está prestando um serviço a própria Constituição Federal, porque até agora só se ouviu a voz da acusação”, afirmou.
Ele chamou o promotor Marcos Alex Vera, ex-coordenador do Gaeco e responsável pela operação de “invejoso” quando chama a todos de “circo de pulgas”. “Quanto à linguagem preconceituosa e pejorativa utilizada pelo promotor Marcos Alex, referindo-se a reunião dos advogados de defesa com a imprensa, isso só revela seu desconhecimento, sua ignorância, seu preconceito em relação ao papel social da advocacia que só é valorizada quando invocada, quando necessitada pelas pessoas. Geralmente as pessoas tem certa antipatia com a defesa, até o momento que elas são acusadas, a partir do momento que elas são acusadas, elas passam a valorizar a defesa. No que diz respeito aos honorários advocatícios, esta idéia expressa pelo Marcos Alex, psicanaliticamente é na realidade um simbolismo de uma inveja, na verdade demonstra um certo ressentimento por não ter se consolidada numa carreira em que só os fortes e inteligentes conseguem se manter de maneira que é uma tentativa de indispor a classe dos advogados com a opinião pública, até porque tudo aquilo que é recebido pelo advogado por meio de seus serviços profissionais, sabe o próprio promotor que é tão legal e lícito quanto o que ele recebe em termos de recursos dos cofres públicos”, criticou.
Já o advogado do prefeito afastado Gilmar Olarte, Jail Azambuja, afirmou que isso é um planejamento para criar antipatia com a defesa dos envolvidos, em especial por serem políticos. “Na verdade essa informações de valores de honorários tem um viés de notícias que foram plantadas em alguns noticiosos, colocaram valores, mas é uuma coisa totalmente aleatória, eu tenho certeza que nenhum dos defensores, até por uma questão de sigilo profissional dele com o próprio cliente e perante o próprio código de ética da OAB, nenhum profissional revelou quanto está recebendo. Então, essas estimativas aí, de R$ 150 mil a R$ 1 milhão, até essa própria margem já demonstra que é pura especulação. Mas a tentativa de dizer isso, mostra um certo desespero do MPE que diante da sua acusação sem fundamento, agora ele tenta desqualificar a defesa perante a opinião pública”, reclamou.
Para o advogado, quando o MPE apresenta defensores falando que eles recebem cifras milionárias é para jogar a opinião pública contra os denunciados. “Claro que quando você apresenta defensores falando que eles recebem cifras milionárias para defender, você tenta desqualificar o próprio acusado, dizendo que ele está despendendo esses valores na sua defesa e também você quer justificar as atitudes dos defensores, dizendo que os defensores recebem cifras milionárias para fazer isso. Agora, se há um sentimento subjetivo em relação a isso, isso nós não sabemos, mas com certeza há um ressentimento em relação a essa questão, do que não por coincidência, estão aí dentro desse processo os principais advogados da área criminal de Mato Grosso do Sul, o que deve ter chamado atenção do próprio MPE, o que verifica que ele vai encontrar bastante dificuldade para fazer sua acusação, e se começa plantar esse tipo de notícia”, acusou.
Sobre o “circo de pulgas”, Jail destaca que na verdade isso é algo que depõe contra o próprio promotor. “A outra parte, chamar a primeira manifestação da defesa de caráter público de um “circo de pulgas?” Aí já revela, outro tipo de atitude, que ele chama de ataques. Eu não vi, que alguém tivesse atacado pessoalmente alguns dos membros do MPE. Foram críticas a denúncia, não pessoa X tenha feito tal atitude. O que foi dito, e digo da minha parte, foi estratégia do MPE no cumprimento dos mandados de condução coercitiva e de afastamento eles usaram uma estratégia processual para fazer coincidir o cumprimento dessas medidas com o dia do julgamento do agravo de instrumento do TJMS que analisaria a volta do Bernal ao pátio. Isso é uma estratégia processual dele, e o que apenas foi dito, disse que o MPE usou uma estratégia e funcionou”, afirmou.