O prefeito Marquinhos Trad (PSD) e sua vice Adriane Lopes (PEN) tomam posse neste domingo com o desafio de recuperar Campo Grande. A solenidade que será no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo seguirá com a posse do secretariado de Marquinhos e logo em seguida com uma votação na Câmara Municipal que além de eleger a mesa diretora da Casa de Leis, também será para a votação da reforma administrativa proposta por Marquinhos e já entregue aos vereadores.

Segundo Marquinhos, para o plano de recuperação começar, a ordem será economizar, cortar gastos e renegociar dívidas. Com isso, a proposta é reduzir o número de secretarias de 19 para 11 o que segundo a nova equipe da prefeitura trará economia aos cofres públicos. “É preciso tomar medidas para fazer o enxugamento da máquina que está extremamente obesa. Portanto foi preciso cortar secretarias e também vamos diminuir em 30% o número de comissionados no nosso governo em relação a atual gestão. Vamos cortar na carne para economizar o suficiente para colocar a cidade em ordem e cumprir com nossos compromissos”, afirmou ao defender o projeto.

De acordo com as informações, com os cortes a pasta da Receita será incorporada a Finanças e Controle formando a Secretaria Municipal de Fazenda, Orçamento e Finanças.  As mudanças preveem ainda a criação da Controladoria Municipal e da  Secretaria de Cultura e Turismo.

As secretarias da Juventude e de Políticas Públicas para Mulheres passarão a ser subsecretarias, ficando subordinadas a Secretaria de Governo e Relações Institucionais. Também foram criadas as de Defesa dos Direitos Humanos, de Administração Fazendária, além da Proteção dos Direitos do Consumidor. 

Outra proposta é a redução em 30% no número de comissionados da Prefeitura. "A população vai precisar ter paciência, assumindo o cargo precisamos de 12 a 14 meses para colocar a casa em ordem", afirmou ele. 

Polêmicas não intimidam, e prefeito defende cortes

Durante uma coletiva na Câmara Municipal, o prefeito esclareceu que, mesmo diante de toda polêmica que essa questão gerou, a medida é extremamente necessária diante da necessidade de se cortar gastos.

“Não estou fazendo nada por vontade própria  e sim por necessidade. Eu gostaria que continuasse a secretaria da Mulher, assim como gostaria de criar a Secretaria da Pessoa com deficiência, mas não é possível. Com muito custo eu consegui manter essas estruturas e transformá-las em subsecretarias, contrariando os técnicos. A secretaria da Juventude, por exemplo, foi a secretaria que menos produziu nos últimos quatros anos. Toda a estrutura e organograma da Secretaria da Mulher será mantida, ela apenas não terá autonomia financeira”, completou.

Marquinhos assume o cargo após uma gestão conturbada de Alcides Bernal alternando com Gilmar Olarte e uma briga entre o Executivo e o Legislativo Municipal. Entre os problemas da cidade, há "buracos" na "saúde, na educação, no asfalto, no lixo, parece um faroeste", lembrou o prefeito.