Depois da confusão no aeroporto de Campo Grande envolvendo o deputado Elizeu Dionizio (PSDB) e manifestantes que protestavam contra a reforma da previdência no dia 28 de março, os três sindicalistas acusados de agressão foram chamados na 6ª Delegacia de Polícia (DP) para prestar depoimento nesta segunda-feira (10).

Acompanhados de advogados, Roberto Botareli, presidente da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), Ricardo Bueno, do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Mato Grosso do Sul (Sintss-MS)e Weberton Sudario, da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Mato Grosso do Sul (Fetricom/MS) ficaram calados durante as oitivas.

O sindicalista do Sintss-MS, Ricardo Bueno relatou houveram outros protestos sem nenhuma confusão. “Nós questionamos o porque de tudo isso. Fizemos vários protestos, outros deputados passaram por e não houve tumulto. Mas infelizmente neste caso, o deputado Elizeu já chegou acompanhado com seguranças e não houve dialogo”.

A reportagem do JD1 Notícias entrou em contato com a Fetems que informou que não vai se pronunciar sobre o caso. Até o fechamento desta matéria a reportagem não conseguiu falar com a assessoria do deputado Elizeu Dionizio.

O caso

No dia 28 de março, sindicatos de Campo Grande organizaram um protesto no aeroporto para questionar cada deputado federal que chegava à Capital sobre o projeto de reforma da Previdência, proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Ao saber as manifestações o deputado Elizeu Dionizio solicitou ao Delegado Geral da Polícia Civil escola policial para garantir a manutenção de sua integridade física. No trajeto houve uma confusão e o deputado afirmou que levou chutes e socos.

De acordo com a assessoria da Polícia Civil (PC), o deputado Elizeu Dionizio registrou boletim de ocorrência por ameaça.

As imagens de segurança da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) foram solicitadas para a investigação policial. 

Veja o vídeo da confusão.