O segundo dia das oitivas da CPI do Táxi, que investiga irregularidades na concessão do serviço de táxi em Campo Grande, foi marcado pela falta de quatro pessoas. Apenas duas pessoas foram ouvidas nesta quarta-feira (12). Desde o início das oitivas, na segunda-feira (10), apenas três das nove pessoas intimadas compareceram para dar esclarecimentos. 

A segunda oitiva ouviu os empresários Marco Aurélio Ferreira, intimado a comparecer, e Vanilde Robert estava com depoimento marcado para sexta-feira (14) mas solicitou antecipação. Outros que seriam ouvidos nesta manhã e não compareceram na oitiva serão intimados futuramente. 

Sobre a falta dos intimados, o presidente da CPI, vereador Vinicius Siqueira (DEM), lembra que a partir de agora o Apoio Legislativo irá tomar as devidas providências. “Caso as ausências não sejam justificadas, a Comissão poderá solicitar que as testemunhas sejam ouvidas de maneira coercitiva”, explicou Siqueira.

O empresário Marco Aurélio Ferreira explicou que iniciou com um alvará e, hoje, a empresa é detentora de dois alvarás de funcionamento, “Eu iniciei a empresa com um alvará e, depois, através de solicitação junto à Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) adquiri o segundo alvará. Eu comprei do proprietário do alvará o veículo, benfeitorias do ponto, ele detinha da concessão do alvará de funcionamento, ele me vendeu o veículo, foi feito a transferência junto à Agetran. O veículo inclusive está declarado em receita”, frisou.

Já o segundo ouvido na oitiva foi o empresário Vanilde Robert que foi intimado para depor na sexta-feira, mas antecipou seu depoimento para esta quarta-feira. Em sua fala, Vanilde Robert afirmou: "Possuo dois alvarás, iniciei em 1977 com um, depois adquiri o segundo alvará, este segundo, paguei pelas benfeitorias do ponto de táxi, pelo telefone e o veículo. O antigo proprietário precisou mudar de cidade e mediante a transferência junto ao órgão competente passei a ter dois alvarás de funcionamento”, disse.

O pedido para a instauração da CPI foi protocolado na Câmara Municipal no dia 11 de abril após Siqueira ter acesso à documento da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) com o nome dos 490 permissionários do serviço de taxi na Capital. A Comissão Parlamentar de Inquérito é composta pelos vereadores Vinicius Siqueira (presidente), Odilon de Oliveira (relator), Júnior Longo, Veterinário Francisco e Pastor Jeremias Flores.