A disputa para ser candidato ao senado, ao menos na pré-campanha, tomou proporções fora dos parâmetros históricos de qualquer outra eleição. Para onde sua "bussola girar" em Campo Grande, haverá um candidato ao senado.

A disputa pelo cargo começa dentro do governo do estado, onde dois secretários, Eduardo Riedel e Marcelo Miglioli, duelam pela mesma pretensão.  E mais, no PSDB ha outro candidato, o deputado Geraldo Rezende, de Dourados.

Na ponta das pesquisas, aparecem duas caras conhecidas da política de MS, o ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB) e o deputado Zeca do PT. Surgem ainda como candidatos a reeleição, os senadores Pedro Chaves (PSC) e Waldemir Moka (PMDB).

Outros nomes novos também querem se aventurar nessa disputa, Chico Maia (Podemos) e Dorival Betini (PR), já estão em campanha, Maia nas redes sociais, e Betini correndo por todo o estado. Quem também quer tentar o senado, mas que ainda precisa ter o nome referendado, é a advogada Soraya  Thronicke (Partido Novo).

O interesse por ser senador está visivelmente acima das proporções habituais  comparando-se essa eleição com as passadas. Alguns fatores justificam isso. Um natural,   o mandato de oito anos, outro as condições de trabalho no senado,  sempre  bem melhores que as oferecidas a um deputado federal.

Em Brasília, se diz inclusive que a divisa entre o salão azul (senado) e o verde (câmara federal), é parecida com a  do céu e o inferno.

As dificuldades operacionais, e o nível de exposição a que estão expostos todos os que sejam mandatários no poder executivo, tem desestimulado, a maioria dos que pretendem seguir carreira política, ao contrario da câmara alta, onde a atividade legislativa é exercida com pompa e regalias.
  
Opção

Mas não são somente os que já se lançaram candidatos a ocuparem um das duas vagas para o senado, que podem vir a disputar o cargo. Constantemente se escutam os nome do governador Reinaldo Azambuja, de seu antecessor André Puccinelli, e do juiz Odilon Oliveira, como eventuais candidatos ao cargo, se as articulações políticas tomarem rumos diferentes aos atuais.

Campanha

Mas não são somente desejos pessoais, ou aspectos relacionados ao mandato que motivam tantos nomes de peso a mirarem no senado. As dificuldades  de viabilizar-se na disputa pelo governo do estado , empurram vários dos atuais pretendentes para essa opção.

Tentar o senado é mais barato, exige menos estrutura e o mais importante, sempre se tem a esperança que o postulante a chefia do executivo ao qual se esta coligado , rache ou banque a conta.
Nunca o senado foi tão desejado.