Deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul manifestaram, nesta quarta-feira (19), apoio ao primeiro secretário da Casa de Leis, Zé Teixeira (DEM). O parlamentar é investigado na Operação Vostok e usou a tribuna do Legislativo para falar sobre o desdobramento da ação deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (12). 

 “O que houve não tem nada a ver com o meu mandato de deputado estadual. Sempre prestei todos os esclarecimentos quando solicitado. Tenho residência fixa e poderia somente ter sido intimado, até porque teria ido de livre e espontânea vontade. Nunca me neguei a prestar qualquer informação”, disse Zé Teixeira.

Ele contou que há 37 anos se dedica à compra e venda de gado e cumpre os compromissos à risca. "Inclusive, venho sendo fiscalizado desde maio de 2017 pela Receita Federal, departamento de Franca (SP), e toda a documentação está em dia”, explicou.

O presidente da Casa de Leis, Junior Mochi (MDB), falou sobre a atuação ética do parlamentar. “Homem honrado, que pude conhecer de perto quando assumimos [a Mesa Diretora] e que admiro pela gestão séria e transparente dos recursos do Legislativo”, disse.

Líder do MDB e vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Irregularidades Fiscais e Tributárias de Mato Grosso do Sul, instaurada na Casa de Leis em 2017, o deputado Eduardo Rocha lembrou que Zé Teixeira sempre esteve à disposição do grupo de trabalho. “Quando o deputado Zé foi citado, no dia seguinte estava nos apresentando documentações, notas e nos tirou todas as dúvidas”, afirmou.

A CPI havia sido constituída para investigar a denúncia realizada pelos executivos da JBS, Joesley Mendonça Batista, Wesley Mendonça Batista e Ricardo Saud. O assunto também foi debatido na tribuna da Casa de Leis.

O parlamentar Paulo Corrêa (PSDB), que presidiu à CPI, também comentou sobre a conduta de Zé Teixeira. “Conheço o deputado há 25 anos e todos sabem da história dele. Durante a CPI, nos entregou um dossiê detalhando todas as operações de compra e venda de gado. Tudo fez parte do nosso relatório, encaminhado à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal e demais órgãos”, relatou.

O corregedor da Casa de Leis, Maurício Picarelli (PSDB), disse que o episódio é “triste e lamentável”. “Tudo isso, em nada afetou a moral do deputado Zé Teixeira. Inclusive, como corregedor, recebi várias manifestações de apreço à vossa imagem e manifesto a minha solidariedade”, concluiu.