O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) falou no início da tarde desta segunda-feira sobre a importância do Mato Grosso do Sul na retomada da economia, pós-pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Segundo Ciro, o país tem uma importância impar na produção de alimentos e minério de ferro no mundo, sendo que o estado também tem protagonismos no agronegócio brasileiro e mundial.

Ciro foi entrevistado pelo apresentador Joel Silva, do programa Capital Meio Dia, da Rádio Capital. A entrevista também contou com a presença do secretário de Meio Ambiente e Gestão Urbana de Campo Grande, Luís Eduardo Costa. Ao ser questionado pelo secretário, que o debate não existe em relação a retomada econômica, Ciro afirmou que o país tem potencialidades para que ela seja o menos desgastante possível, porém não se vê por parte do Governo Federal esse entendimento.

“Nós, temos hoje um protagonismo no setor agropecuário e de mineração que vem casando inveja a diversos países, pois não possuem nossa tecnologia de produção. Por exemplo, o MS hoje é um dos maiores produtores de grãos do mundo, junto com a Mato Grosso. Além disso, ele também tem protagonismos na produção de carnes e outros produtos, como a celulose. Portanto, se tivermos uma política clara para uma retomada econômica teremos larga vantagem em relação a outros países, pois as pessoas deixam de comprar um carro, porém não deixa de comer”, simplificou.

E complementou dizendo que “nós hoje somos a economia que coloca comida na mesa do mundo. Posteriormente, devemos reativar a indústria nacional, pois importamos produtos in natura, sem agregar valor a eles. A pandemia nos mostrou o quanto estamos defasados em relação a tecnologia, a ponto de não termos fabricas que produzem respirados e os produtos de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) mais básicos, como máscaras. Nossa indústria de remédios idem, foi sucateada. Portanto, agregando o agronegócio a um modelo de desenvolvimentista pesado em nosso país, iremos superar essa crise sem precedentes.”

Para que a indústria nacional retome o seu potencial, Ciro falou que precisa de investimento pesado do Estado Brasileiro financiando bons projetos e descentralizando a produção. “Com a ida da capital brasileira a Brasília, o presidente Juscelino Kubistchek quis interiorizar o país. Devemos retomar essa iniciativa, pois estado produtores, como é o caso de Mato Grosso do Sul, pode ter uma indústria local que agregue valor a esses produtos. O estado não pode ficar apenas com a função de produzir a matéria prima, pode também ser um grande vendedor de mercadorias finalizadas, como óleo de cozinha, por exemplo”, finalizou.