Política
CPI da Pandemia ouve agora o empresário Carlos Wizard
Ele é apontado como membro do suposto conselho paralelo de aconselhamento ao presidente
A CPI da Pandemia ouve nesta quarta-feira (30) o empresário Carlos Wizard Martins, apontado como integrante de um suposto “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e já inserido na lista dos primeiros 14 investigados da comissão.
A primeira oitiva de Wizard estava marcada para 17 de junho, mas ele não compareceu ao alegar que estava nos Estados Unidos acompanhando um parente em tratamento médico.
O empresário tentou ser ouvido por videoconferência, mas teve o pedido negado pela mesa diretora da CPI. Ele obteve, porém, um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para não responder a perguntas que o incriminassem.
Ao retornar ao país na segunda-feira (28), o empresário teve seu passaporte retido no Aeroporto de Viracopos (SP), medida autorizada Justiça Federal.
Após a fala inicial feita pelo empresário Carlo Wizard, seu advogado afirmou que ele vai permanecer calado sobre todas as questões "conforme a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)".
Ao falar aos senadores, Wizard justificou sua ausência na primeira data para sua oitiva dizendo que estava nos EUA acompanhando o pai, de 87 anos, que está com a saúde debilitada e exigindo cuidados em tempo integral.
"O que os senhores fariam se os senhores tivessem na minha condição? Deixar o pai sozinho no momento que mais precisam de apoio? Como se isso não bastasse, tenho minha filha que também mora nos EUA e está enfrentando uma gravidez de risco e terá o bebê nos próximos dias", afirmou o empresário.
*Matéria editada para atualização de informações