Política
"Essa polarização é o problema do Brasil", criticou Simone em entrevista
Pré-candidata à presidência falou sobre erradicar a fome em sua proposta de governo
"A CPI por exemplo mudou radicalmente a minha vida", contou a senadora Simone Tebet (MDB), em entrevista a na manhã desta quinta-feira (23), a Rádio Massa.
"Eu entrei muito comovida com tudo, e sai de lá indignada com tudo que estava acontecendo, denúncias gravíssimas, com vacina atrasada, porque havia um presidente que negava e nega a ciência e a vacina. Atrasamos por 45 dias a vacina, mas também no meio do caminho fui olhar um processo da Covaxin e tinha um esquema muito pesado de tentativa de corrupção", contou.
Através de seu trabalho na CPI, Simone contou que foi convidada pelo presidente do Partido, deputado federal Baleia Rossi a ser a primeira mulher pré-candidata do MDB. "Política é uma missão, política é servir. O MDB se ressurge, renasce neste momento em que o Brasil tanto precisa de uma boa política".
"O Brasil que precisa ser reconstruído, reinventado em todos os aspectos, é triste um país que precisa escolher entre ruim e o péssimo. Porque um Brasil tão rico, não é possível a gente admitir uma única criança dormindo com fome, então o meu compromisso é nenhuma criança vai dormir com fome no Brasil", afirmou também que Mato Grosso do Sul é um dos estados mais rico e contribui para a economia do país.
Ela falou sobre o dinheiro disperdiçado com corrupção e que a "prioridade número 1 e absoluta é erradicar a miséria" ela afirma que o Brasil tem dois caminhos para acabar com a fome, um imediato que é zerar a fila de espera do Auxílio Brasil onde dois milhões de pessoas esperam e outro caminho que se constrói ao longo do tempo para "incluir todos para terem pelo menos arroz e feijão na mesa".
Sobre a geração de emprego, Simone pontuou um governo estável para a geração de renda e atração de investimentos e criticou os extremismos políticos. "Eu sei que essa polarização está levando ao abismo, hora pra esquerda e pra direita e ninguém resolve os verdadeiros problemas estruturais do Brasil, essa polarização é o problema do Brasil, enquanto criam crises artificiais, o povo passa fome".
Simone também falou sobre política para o pequeno empresário e trabalhar na reforma tributária nos primeiros seis meses de governo. "Fazer uma justiça tributária faz com que a economia possa voltar a crescer, você diminui a carga tributária. O problema é que nós paramos de dar assistência, de ajudar o setor industrial, a indústria no Brasil hoje tem parâmetros que igualam a 15 anos atrás, a indústria parou de crescer, se tivermos um governo parceiro, que coloca conectividade, a internet, com isso faz com que a própria máquina fique eficiente e rápida".
Ela finalizou falando sobre a implementação do plano safra. "Óbvio que será implementado, o agronegócio precisa ser reconhecido e alimenta o mundo, é possível fazer diferente, mas é preciso lembrar que a iniciativa privada, digo do grande ao pequeno empresário, do setor de turimo, de negócios, comércio e serviços são parceiros do Estado, então o governo tem que ser parceiro deles também", declarou.
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