Política
Moraes amplia prazo para PGR se manifestar sobre explicações de Bolsonaro
Paulo Gonet tem até a próxima segunda para dar parecer sobre possível descumprimento de medidas cautelares
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu ampliar até a próxima segunda-feira (1º) o prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre as explicações apresentadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação ao suposto descumprimento de medidas cautelares e a uma tentativa de fuga do país.
Inicialmente, o prazo terminaria nesta quarta-feira (27). A prorrogação foi determinada após Moraes considerar que ainda havia “questões pendentes” a serem analisadas.
Possibilidades de decisão
- No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, poderá:
- solicitar medidas adicionais, como uma eventual prisão preventiva de Bolsonaro;
- ou apenas dar ciência dos esclarecimentos apresentados pela defesa ao STF.
Além disso, Moraes determinou que a PGR também se manifeste sobre o indiciamento do ex-presidente e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Ambos foram acusados pela Polícia Federal (PF) de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
Indiciamento e defesa
O relatório da PF aponta que Bolsonaro teria descumprido medidas cautelares impostas pelo Supremo e cita indícios de uma possível tentativa de fuga para a Argentina.
Na última sexta-feira (22), a defesa do ex-presidente entregou um documento de 12 páginas ao STF. No texto, os advogados negam a tentativa de fuga, classificam a atuação da PF como “política” e pedem a reconsideração da decisão que determinou sua prisão domiciliar.
Prazos sem efeito punitivo
O STF esclareceu que o prazo dado à PGR é considerado “impróprio”, ou seja, não implica em penalidade caso não seja cumprido. Isso significa que, mesmo com o limite fixado para a próxima segunda-feira, não há garantia de que a PGR tomará uma decisão sobre o oferecimento de denúncia contra Bolsonaro e Eduardo até lá.
Se optar por não apresentar denúncia de imediato, Gonet pode solicitar novas investigações, o que adiaria a definição sobre o eventual início de uma ação penal no Supremo.
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