Política
Lula diz que terá nomes para disputar 2026 e que Tarcísio sem Bolsonaro, "não é nada"
O presidente também foi questionado sobre uma possível aliança com o PSD
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (29) que a esquerda não terá dificuldade em apresentar nomes competitivos para as próximas eleições presidenciais. Segundo ele, dentro e fora do PT há lideranças em condições de disputar o pleito, caso ele próprio não esteja apto a concorrer. "O que não vai faltar é nomes", garantiu, em entrevista à Rádio Itatiaia.
Durante a conversa, Lula tratou a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como dependente da figura de Jair Bolsonaro (PL), destacando que o ex-ministro só chegou ao governo paulista graças ao apoio do ex-presidente. "Ele vai fazer o que Bolsonaro quiser, até porque sem Bolsonaro ele não é nada. Ele sabe disso", afirmou.
Lula disse ainda que é "muito cedo" para tratar das eleições de 2026, mas reconheceu que Bolsonaro ainda exerce forte influência sobre a extrema direita. O ex-presidente está atualmente inelegível até 2030.
Sobre sua própria candidatura, Lula declarou que irá às urnas novamente apenas se estiver em boas condições de saúde. Caso contrário, afirmou que há opções no campo progressista capazes de dar continuidade ao seu projeto político. "Tem vários nomes dentro do PT e fora do PT", reforçou.
O presidente também foi questionado sobre uma possível aliança com o PSD e elogiou sua relação com a sigla e com o presidente do partido, Gilberto Kassab. No entanto, desconversou sobre qualquer negociação neste momento. "Acho que é muito precipitado a gente querer definir o jogo fora do estádio. Vamos entrar em campo e começar a decidir o jogo. Vai chegar o momento em que as coisas vão começar a ser definidas", concluiu.