Política
CPI do Transporte Público de Campo Grande ganha 30 dias extras
Vereador Landmark reforça debate sobre ar-condicionado nos ônibus
Após seis meses de trabalhos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público de Campo Grande terá mais 30 dias para concluir o relatório final sobre o sistema de ônibus da Capital.
A prorrogação foi publicada no Diário Legislativo da Câmara Municipal na última quarta-feira (3), estabelecendo como nova data limite o dia 30 de setembro.
Diante do prazo extra, o vereador Landmark (PT) afirmou que vai exigir a inclusão da necessidade de ar-condicionado nos ônibus entre as recomendações do documento final da CPI.
“Se os próprios dirigentes do transporte coletivo já afirmaram que o ar-condicionado é possível e necessário, não faz sentido o relatório final da CPI ignorar essa pauta. O trabalhador que enfrenta ônibus lotado e calor intenso todos os dias merece dignidade. Vamos cobrar que isso esteja no relatório e que seja uma exigência para o futuro do transporte em Campo Grande”, declarou Landmark.
O parlamentar já havia defendido a climatização no transporte coletivo no início do seu mandato, por meio do Projeto de Lei nº 11.636/2025, conhecido como “Ar no Busão”, que determinava a obrigatoriedade de ar-condicionado em todos os novos ônibus da frota.
A proposta foi aprovada em plenário no dia 26 de junho, mas acabou recebendo veto da prefeita Adriane Lopes (PP) em julho, mantido na sessão da quinta-feira (4), mesmo após articulações do vereador para garantir apoio.
Durante as oitivas da CPI, os gestores do Consórcio Guaicurus reconheceram a viabilidade da climatização. O atual diretor-presidente, Themis de Oliveira, afirmou que o ar-condicionado “é possível e necessário” e seria implantado caso a Prefeitura determinasse.
O ex-presidente, João Rezende, também admitiu que “hoje é realmente um calor” e manifestou concordância com a medida.
A CPI concentra suas conclusões em três eixos principais: idade média da frota, situação financeira do Consórcio Guaicurus e cumprimento do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG).
Para Landmark, no entanto, o relatório só estará completo se também apresentar medidas práticas que melhorem diretamente a vida dos usuários. “Temos que intensificar esse debate, garantindo mais dignidade ao trabalhador”, reforçou o vereador.
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