A federação formada pelo Progressistas (PP) e União Brasil decidiu adotar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026. A decisão foi comunicada pelo presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tentava costurar uma aliança para fortalecer sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

A definição representa mais um revés para o PL. Dias antes, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) já havia recusado o convite para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro como candidata a vice-presidente. Mesmo assim, a coordenação da campanha informou que continuará buscando um aliado até o prazo final para as coligações, em 5 de agosto.

Segundo informações de bastidores, a decisão da federação levou em conta a necessidade de dar liberdade para que os diretórios estaduais firmem alianças conforme a realidade de cada estado. Com isso, a federação poderá apoiar candidatos de diferentes espectros políticos nas disputas locais.

Outro fator que pesou foi a avaliação interna de que a candidatura de Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para ganhar força nacional. Integrantes da federação também demonstram preocupação com o impacto de novas acusações envolvendo o nome do pré-candidato e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Sem o apoio do PP e do União Brasil, Flávio Bolsonaro deve intensificar as negociações com o Republicanos. No entanto, a sigla também sinaliza que pode adotar uma postura de neutralidade, além de cobrar maior apoio do PL às candidaturas estaduais, o que tem dificultado um acordo.