Após a repercussão do áudio em que o deputado estadual Zeca do PT acusa lideranças indígenas da Aldeia Lalima, em Miranda, de apoiarem a pré-candidata Viviane Luiza por dinheiro, o PSDB Mulher de Mato Grosso do Sul divulgou, na noite desta terça-feira (23), uma nota de repúdio às declarações do parlamentar. A sigla afirmou que os povos originários têm autonomia para decidir quem desejam apoiar e classificou como "inaceitável" qualquer tentativa de constrangimento político.

Na manifestação, o partido sustenta que "os povos originários têm soberania e total autonomia para decidir quem desejam receber, ouvir e apoiar" e que condicionar o diálogo ou cobrar fidelidade política em razão de benefícios representa um desrespeito às comunidades indígenas e ao processo democrático.

 

O PSDB Mulher também afirma que as declarações de Zeca reforçam "estereótipos preconceituosos de gênero" e configuram uma tentativa de desqualificar a atuação da candidata. Para a legenda, "tentar subordinar a atuação e a agenda de uma pré-candidata a uma autorização ou tutela masculina é uma forma clara de violência política de gênero".

 

A nota ainda rebate a fala do deputado sobre tratores e investimentos destinados à aldeia, afirmando que "equipamentos e obras não são favores pessoais de políticos; são custeados com o dinheiro do contribuinte". Ao final, o partido reafirma que "o voto é livre, as comunidades são soberanas e o respeito às mulheres na política é imperativo".