Depois de apresentar propostas do plano de governo de Eduardo Riedel (PP) para áreas como saúde, esporte, segurança pública e educação, a reportagem passa a detalhar as medidas apresentadas pelos demais candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul.

O candidato da vez é o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), que, na saúde, propõe a criação de uma Carreira Estadual do SUS-MS e mudanças na gestão e regionalização do atendimento.

No diagnóstico apresentado no plano, Trad aponta como um dos principais problemas a concentração dos serviços hospitalares e especializados em Campo Grande. Segundo o documento, a situação aumenta a demanda sobre hospitais da Capital e obriga pacientes do interior a percorrer longas distâncias em busca de consultas, exames e cirurgias.

A proposta de criar uma carreira estadual para profissionais do Sistema Único de Saúde é apresentada como uma das medidas para reduzir esse problema. Inspirado em modelos adotados parcialmente no Ceará e na Bahia, o projeto prevê estabilidade e previsibilidade profissional, redução da rotatividade e incentivos para levar especialistas ao interior.

O plano também prevê uma Gratificação de Interiorização da Saúde, baseada em experiências de estados como Amazonas, Pará e Minas Gerais. O benefício teria como objetivo estimular a permanência de profissionais em regiões consideradas de difícil provimento e em municípios de fronteira.

Outra frente é o fortalecimento dos hospitais regionais de Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã, Nova Andradina e Coxim, com ampliação dos serviços de média e alta complexidade. Trad propõe ainda construir hospitais regionais em Corumbá, Naviraí e Jardim para ampliar a oferta de leitos e reduzir os deslocamentos para Campo Grande.

O programa prevê ainda centros regionais de exames e especialidades integrados ao programa federal Agora Tem Especialistas, ampliação da hemodiálise pública nas cidades-polo e criação ou organização de centros de referência em fisioterapia, terapia ocupacional, atendimento a pessoas com autismo e assistência à saúde da mulher.

Para áreas rurais, indígenas, ribeirinhas e de fronteira, a proposta é ampliar o atendimento por unidades móveis.

O plano também critica a participação de entidades privadas na administração da rede pública e propõe que o Estado retome a gestão direta dos hospitais regionais atualmente administrados por essas instituições.

A série seguirá, nos próximos dias, apresentando propostas dos demais candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul.