Técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) concluíram na sexta-feira (21) a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas que serão usados nas Eleições Gerais de 2026. A análise durou dois dias e foi realizada na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.

A equipe verificou a programação da urna eletrônica, os módulos de captação de votos e os sistemas responsáveis pela preparação, transmissão e totalização dos resultados.

A fiscalização faz parte do processo que permite a instituições habilitadas analisar o funcionamento dos sistemas eleitorais antes da votação. Os códigos das Eleições 2026 estão disponíveis para inspeção desde outubro do ano passado.

“Durante a inspeção, a gente abre todo o sistema e disponibiliza todo o código-fonte para as entidades fiscalizadoras. É uma oportunidade para que elas entendam como uma eleição funciona, como os sistemas foram programados e tenham a confiança de que a eleição vai ser segura”, explicou Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE.

A abertura dos códigos-fonte para fiscalização ocorre desde 2002. Desde 2021, o acesso é liberado um ano antes das eleições.

As entidades autorizadas ainda poderão fazer inspeções até setembro, antes da cerimônia de assinatura digital e lacração, quando os sistemas são finalizados para uso nas eleições.