O número de denúncias de assédio eleitoral chegou a 35 em Mato Grosso do Sul até esta segunda-feira (26), mais que o triplo das 11 registradas até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Mesmo após o fim das eleições, o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) continua recebendo relatos e mantém o canal de denúncias aberto.

As queixas podem envolver ameaças, intimidações e constrangimentos relacionados ao voto ou à preferência política dos trabalhadores. Também podem ser denunciadas possíveis represálias após o resultado das urnas, como ameaças de demissão e recusa de contratação por motivação política.

As práticas podem ocorrer tanto presencialmente quanto em ambientes digitais, incluindo mensagens e redes sociais. Em todo o país, o MPT recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral relacionadas às eleições deste ano.

O órgão reforça que o voto é livre e secreto e que nenhum trabalhador pode ser obrigado a revelar sua escolha política ou sofrer punições por ela. Segundo a procuradora-chefe do MPT-MS, Cândice Arosio, o encerramento das eleições não impede o registro de novas denúncias.

Os relatos podem ser enviados a qualquer momento pelo canal on-line do MPT, inclusive após o período eleitoral.