Saúde
Ministério da Saúde promove campanha de multivacinação, em MS com foco na atualização da caderneta de crianças e adolescentes
Mobilização nacional segue até 1º de setembro e terá "Dia D" em 22 de agosto
Mobilização nacional segue até 1º de setembro e terá Dia D em 22 de agosto
O Ministério da Saúde iniciou a Campanha de Multivacinação 2026, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e ampliar as coberturas vacinais em todo o país. Em Mato Grosso do Sul, 3,5 milhões de doses de vacinas foram recebidas ao longo deste ano, todas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D nacional marcado para 22 de agosto. Durante a campanha, os profissionais de saúde vão conferir a situação vacinal de cada criança e adolescente e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar os esquemas previstos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância de manter a vacinação em dia, principalmente diante do aumento de casos de algumas doenças em países que registraram queda nas coberturas vacinais.
“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo”, afirmou.
Segundo Padilha, a circulação internacional de pessoas aumenta o risco de reintrodução de doenças no Brasil. Ele citou o sarampo como exemplo e alertou para o aumento de casos registrado nos Estados Unidos.
Para reforçar a campanha, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 milhão de doses aos estados. Em 2026, mais de 180 milhões de doses já foram destinadas às unidades federativas e ao Distrito Federal para garantir p abastecimento.
A distribuição dos imunizantes específicos para a campanha continua sendo realizada conforme as solicitações feitas pelas secretarias estaduais de saúde. A gestão dos estoques é responsabilidade dos estados, que encaminham ao Ministério os pedidos de novas doses de acordo com a necessidade de cada região.
Vacinas disponíveis
A campanha contempla diferentes imunizantes, definidos de acordo com a idade,o histórico vacinal e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. Pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação aos serviços de saúde. A partir do documento, a equipe verifica quais doses estão pendentes e faz a atualização necessária.
Entre as vacinas ofertadas estão:
- BCG;
- Hepatite B;
- Penta (DTP/Hib/HB);
- Poliomielite (VIP);
- Rotavírus humano;
- Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
- Meningocócica C;
- Influenza;
- Covid-19;
- Febre amarela;
- Meningocócica ACWY;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Varicela;
- DTP;
- Hepatite A;
- dT;
- HPV4;
- Dengue tetravalente.
Esta é a primeira edição da multivacinação, que conta com a vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20, incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças provocadas pela bactéria pneumococo, incluindo pneumonias e meningites.
A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema estabelecido pelo Ministério da Saúde. A campanha também inclui atualizações recentes do calendário, como a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a imunização contra a covid-19 para crianças, de acordo com as indicações específicas de cada vacina.
Brasil amplia reforço contra a poliomielite
Outra mudança recente é o novo esquema de vacinação contra a poliomielite. Desde 3 de agosto, o calendário passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite inativada (VIP) aos 4 anos de idade. A alteração complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e busca reforçar a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas. Mesmo assim, a manutenção de altas coberturas vacinais é considerada fundamental para impedir a reintrodução do poliovírus e proteger crianças contra uma doença que pode causar sequelas graves.
Além da poliomielite, a vacinação ajuda a prevenir doenças como tuberculose em suas formas graves, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, rotavírus, pneumonias e meningites, gripe, covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, catapora, HPV e dengue.