A Secretaria de Estado de Saúde (SES) recomendou a ampliação excepcional e temporária da vacinação contra a meningite em Mato Grosso do Sul. A estratégia prevê a utilização da vacina meningocócica ACWY para ampliar a proteção contra a doença, com prioridade para crianças menores de cinco anos e adolescentes de 11 a 14 anos que não foram vacinados ou estão com o esquema incompleto.

A medida também prevê a possibilidade de ampliar a vacinação para adolescentes de 15 a 17 anos e trabalhadores da saúde, após o atendimento dos grupos prioritários e conforme a cobertura vacinal alcançada e a disponibilidade de doses nos municípios.

Segundo o gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, pais e responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. A ampliação será realizada por etapas, considerando o atendimento dos grupos prioritários e a quantidade de vacinas disponível em cada município.

A resolução permite que a vacina meningocócica ACWY substitua a meningocócica C nas doses previstas para crianças aos três e cinco meses de idade, correspondentes à primeira e à segunda dose do esquema, conforme as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Cenário epidemiológico

Entre janeiro e 9 de setembro de 2026, Mato Grosso do Sul confirmou 20 casos de doença meningocócica, segundo os dados considerados na resolução. Desse total, 11 foram causados pelo sorogrupo B, com registro de um óbito; sete pelo sorogrupo C; e dois pelo sorogrupo W.

A doença pode evoluir rapidamente e provocar quadros graves, como meningite e meningococcemia, além de sequelas e morte. A vacina ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria meningococo: A, C, W e Y.

No calendário de rotina, a vacina meningocócica C é indicada aos três e cinco meses de idade, com reforço aos 12 meses utilizando a ACWY. Para adolescentes de 11 a 14 anos, a recomendação é uma dose da ACWY.

A SES reforça a orientação para que pais e responsáveis mantenham a vacinação em dia. As doses aplicadas durante a estratégia deverão ser registradas nos sistemas oficiais do PNI, e a ampliação dependerá da disponibilidade de vacinas e das orientações operacionais definidas pelos municípios.