De tempos em tempos a mídia veicula um fenômeno e massifica essa ideia à exaustão. E o bullying é o fenômeno da vez. Bullying é toda agressão não física e continuada a que é submetida uma criança ou adolescente, tanto na escola, em ambientes sociais e profissionais, como em sua própria casa. Alcunhas, xingamentos, ridicularização de modo geral podem, algumas vezes, acarretar sérios danos psicológicos. Bullying é um mal dos tempos atuais. Estudos indicam que crianças que sofreram algum tipo de constrangimento, coação ou humilhação poderão desenvolver algum tipo de patologia psicossomática quando adultos. Mas, de fato, o que é o bullying que tanto nos chama a atenção em dias de massacre de estudantes e confissão do presidente estadunidense? Embora seja um problema grave é preciso entender certas peculiaridades sobre o assunto. Então vejamos. O filho de um lar onde os pais são obrigados a levantar-se às quatro horas da madrugada, tomar três conduções para chegarem ao trabalho e só retornar à meia-noite, exaustos, pensando somente no merecido descanso para, dali a algumas horas terem que novamente recomeçar sua jornada diária – e que forçosamente delega a educação de seu filho a outrem – certamente é um candidato a bullying. Essa criança não tem o apoio, o afeto e o incentivo de quem deveria zelar por esses valores. E isso é o melhor dos exemplos. Sabemos que alguns pais simplesmente ignoram o crescimento dos filhos e não fazem a menor questão de acompanhá-los nesses momentos de transição.  Educação é dever de pai e mãe e não de professor. O que vemos pelas escolas afora são crianças e adolescentes oriundas de lares desfeitos, onde a intolerância, a total falta de diálogo e por vezes a violência é a linguagem adotada por aqueles que deveriam ser os responsáveis por incutir nessa nova geração conceitos morais e éticos. Uma criança ou jovem que tem o carinho e afeto dentro de casa é capaz de compreender melhor o conceito de certo e errado. Limites devem ser apregoados exaustivamente. O “não” é tão ou mais importante que o “sim” e cabe, somente aos pais, exercerem esse papel. Ao Estado cabe prover a elas uma educação de qualidade para que não cheguem à adolescência semialfabetizadas – o que infelizmente está se tornando comum nos bancos escolares. Pais e poder público devem se unir em torno de um objetivo único, porém, cada um exercendo seu papel de direito. Crianças, jovens e adultos, quando amados, educados e bem orientados são, em geral, cidadãos de bem. Mesmo que para isso  tenham levado umas palmadas quando crianças.