FALTA DE TATO
A lei que promove a acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida (Lei Federal 10.098, de 19 de dezembro de 2000) está causando polêmica e indignação à parcela menos favorecida da população campo-grandense. “Não temos dinheiro sequer para pagar a conta de energia, quanto mais para colocar piso tátil nas calçadas. Aí vem a prefeitura e ameaça multar a gente”. Reclamação recorrente, o cidadão, solidário a quem precisa de acessibilidade, acha justa a implantação do referido piso no centro e nos bairros adjacentes. Marcos Cristaldo, secretário da Semadur, disse que já foram notificados mais de 1,6 mil imóveis na área central por falta do piso tátil, e que as notificações nos bairros são para adequação das calçadas e não para o piso tátil, explicação dada em audiência pública na Câmara de Vereadores na última quarta-feira, 1. Contrariando o secretário, moradores dos bairros Zé Pereira e Jardim Leblon foram notificados acerca da adequação das calçadas e, em anexo, o projeto de como construir e instalar o piso tátil.