Brasil
PF mobiliza até 458 servidores para proteger presidenciáveis na campanha
Operação terá orçamento de R$ 95 milhões e planos individuais de segurança
A Polícia Federal montará uma operação nacional para proteger os candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026. Até 458 servidores poderão ser mobilizados, e cada presidenciável terá um plano de segurança elaborado de acordo com os riscos identificados.
A estrutura poderá ser acionada a partir desta segunda-feira (20), conforme as candidaturas forem definidas nas convenções partidárias e as campanhas apresentarem a solicitação formal. A adesão ao serviço será facultativa e poderá ocorrer em qualquer momento do período eleitoral.
Os planos levarão em conta o histórico de ameaças, informações de inteligência, características dos eventos, deslocamentos e condições dos locais visitados. Antes de cada compromisso, equipes farão o reconhecimento dos espaços e acertarão as medidas de proteção com as forças estaduais e municipais.
O número de agentes, veículos e equipamentos será definido conforme o risco de cada agenda. Por segurança, a PF não informará a classificação das ameaças nem o efetivo destinado individualmente às campanhas. A corporação afirma que o modelo foi preparado para garantir tratamento igualitário aos candidatos.
A operação contará com veículos blindados, equipamentos antidrone, reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits para vistorias antibomba. Uma Sala Nacional de Comando e Controle também será ativada em Brasília para acompanhar as agendas e os deslocamentos em tempo real, além de oferecer suporte às equipes em todo o país.
Cerca de R$ 95 milhões foram reservados para mobilizar o efetivo, contratar serviços e comprar equipamentos. Desde abril, a PF mantém contato com partidos e pré-candidatos. As 30 legendas registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foram comunicadas sobre o funcionamento da operação.
Caso o presidente Lula (PT) dispute a reeleição, continuará sendo protegido pelo sistema híbrido que reúne o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e a Polícia Federal.
Já a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende manter a segurança sob responsabilidade da Polícia do Senado. Aliados alegam que o serviço atual é considerado satisfatório e dizem que o pré-candidato tem receio de interferência política na PF, comandada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues, indicado por Lula.