“Nojo” de petistas
A insistência de comerciante campo-grandense do setor de informática em manter na fachada de sua loja placa com frase ofensiva a simpatizantes e filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT), demonstra que sua irritação não se restringe ao governo do presidente Lula ou a seus reflexos. Desnuda de forma clara a sua opção por fomentar o tensionamento social em virtude de diferenças político-partidiárias por meio do discurso do ódio e da intolerância. “Tenho nojo de petistas. Que se f#d@”, escreveu, afixando ao lado do cartaz com a frase, adesivo com a bandeira brasileira – pobre símbolo nacional, alvo de tantos vilipêndios nos últimos anos – e a expressão “Acorda Brasil”, numa clara referência ao bolsonarismo.
• Retrato da ignorância
Trata-se de manifestação isolada que diz muito mais sobre o autor da frase do que a respeito dos destinatários nela indicados. Tivesse a população o mesmo grau de ignorância, é possível que famílias estivessem sendo destruídas pela mesma intolerância externada pelo comerciante em questão. Pais bolsonaristas – ou de direita – estariam expulsando de casa filhos que eventualmente se enquadrassem na condição de petistas. Relações afetivas estariam se rompendo em função do “nojo” provocado a uma das partes por conta de sua preferência pelo Partido dos Trabalhadores, ainda sob o risco de as tensões desembocarem em situação mais graves. E ainda tem gente que aplaude esse tipo de comportamento. A boa notícia é que o Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) está analisando o caso.
• A conta chegou
Mais de R$ 181 mil. Essa é a conta que os pagadores de impostos de Mato Grosso do Sul terão de suportar por conta da barbeiragem de um grupo de seis promotores de Justiça que em 2007 foram a campo para condenar por antecipação o ex-governador e hoje deputado estadual José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Responsáveis pelas investigações que ficaram conhecidas como a “Farra da Publicidade”, os fiscais da lei vazaram documentos, convocaram coletiva de imprensa e deitaram a lenha no político. A maior parte das ações civis e criminais na primeira e na segunda instâncias e no STJ foi julgada improcedente por falta de provas ou acabou mantida em favor da absolvição do ex-governador, que ajuizou contra o Estado ação com pedido de indenização por danos morais.
• Ação regressiva
O Estado foi condenado em 2013 a pagar indenização de R$ 30 mil, valor aumentando para R$ 50 mil pelo Tribunal de Justiça. Mas tendo em vista diversos recursos que levaram o processo até as cortes superiores, a conta foi aumentando, chegando agora a mais de R$ 181 mil. Desse total, R$ 162.384,68 correspondem ao principal atualizado e R$ 19.546,29 a honorários de sucumbência. Resta agora torcer para que o Governo do Estado ajuíze ação regressiva contra os promotores para que estes promovam o ressarcimento do dinheiro que será pago ao deputado Zeca do PT. A ver.
• Mais patinetes
Desde a sexta-feira (2), mais 980 patinetes elétricos passaram a fazer parte da paisagem nas ruas e calçadas em Campo Grande. Os novos equipamentos são da empresa Whoosh, que recebeu da prefeitura autorização para operar por 90 dias em caráter experimental. Serão atendidos nessa etapa os bairros São Francisco, Centro, São Bento, Jardim dos Estados, Itanhangá Parque e Monte Líbano.