Brasil
Centrais sindicais anunciam protestos nesta semana
Manifestações são contra redução de benefícios
As centrais sindicais planejam organizar protestos nacionais na semana que vem contra os planos do governo do presidente interino Michel Temer de reformar a Previdência e benefícios de trabalhadores, sinalizando crescentes tensões em relação aos esforços de redução do déficit fiscal do país.
Com os olhos do mundo voltados aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior central sindical do Brasil e outras quatro estão convocando os trabalhadores a se unirem aos protestos na terça-feira.
Não ficou imediatamente claro se os protestos irão interromper os transportes ou outros serviços essenciais. Eles acontecerão nas capitais dos 27 Estados brasileiros e no Distrito Federal, de acordo com um comunicado emitido em conjunto pelas centrais sindicais nesta sexta-feira.
"As centrais sindicais reiteram sua posição de não aceitar qualquer proposta ou negociação que vise retirar direitos trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora, ou precarizar ainda mais as relações de trabalho", disse o comunicado.
A decisão sugere uma crescente oposição a medidas que, segundo o governo, visam racionalizar o inchado Estado brasileiro. Temer quer reformar a Previdência e as leis trabalhistas para, segundo ele, ajudar a reduzir os custos para os empregadores e estimular a criação de empregos.
O Brasil está passando pela pior recessão em oito décadas, junto com um imenso escândalo de corrupção e uma crise política disparada pelos procedimentos de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.
O julgamento final de Dilma no Senado está marcado para 25 de agosto e a expectativa é que resulte na cassação definitiva do mandato da petista.