Em tempos de crise garotas de programas saem do comodismo e começam a usar novas ferramentas na internet para aumentarem a pasta de clientes. As meninas, ouriçadas em ganhar dinheiro, partem agora para a rede profissional conhecida como Linkedln.

De acordo com o blog do Paulo Sampaio, que é veiculado no site da Uol, a profissional do sexo, Marcela,com 28 anos,e na profissão há dez, disse que a crise atinge qualquer mercado até onde ela atua. Marcela atende em São Paulo, ela afirma que no último Grande Prêmio de Fórmula 1, a coisa não estava muito bem.

Em outras temporadas o GP do Brasil era bem rentável, já no último teve que baixar seu preço, antes de R$ 1 mil, foi para R$ 500, caso contrário perderia clientes. Segundo a garota de programa fica difícil depender apenas das noites incertas dos cabarés de luxo. Agora além de ter seus anúncios em sites especializados e perfis nos aplicativos de busca de relacionamento, a maioria está tentando colocação na rede do Linkedln.

Quem acessar os perfis da rede profissional vai ver um aumento garotas de programas anunciando.
A gaúcha “Mayara GP”, que também tem anuncio na rede profissional acredita que esse meio tenha muitos empresários, executivos, que são clientes em potencial. 

A crise deixam os "homens brochas"

Ainda de acordo com o blog do Paulo, o Linkedln nasceu em 2003 nos Estados Unidos, e existem em 200 países, atingem um número de 530 milhões de usuários, e disponibiliza mais de 11 milhões de vagas de emprego. Segundo a empresa, Linkedln, perfis de garotas de programas são proibidos. Caso haja alguma reclamação de algum usuário de algum perfil, a empresa toma as medidas cabíveis, porém as moças do sexo não sofrem nenhum tipo de sanção. 

Dono de um hotel famoso de São Paulo, Oscar Maroni, 66 anos, que costumava se dar bem no mercado reconhece a crise. “A frequência caiu muito, pelo menos 40%. Antes do Brasil começar a falir cheguei a receber 160 clientes  em um dia. As meninas tinha que pegar senha para atender a demanda, pois as suítes estavam sempre cheias”, lembrou Maroni. 

A gerente do hotel, que foi garota de programa por 20 anos disse que, além da crise, a falta de dinheiro deixam os homens brochas. 

De profissão

Entre vários anúncios, tem aas que passam um currículo inteiro, outras são mais diretas. A paulistana Fabiana F. Gomes se vende como profissional do sexo. Anny GD anuncia como sendo  a “prostituta do puteiro” e se diz “a garota doscimulada”. Uma mineirinha postou apenas uma foto dela com a legenda “sexo animal”. 

Desde 2002 a prostituição é reconhecida no pelo Ministério do Trabalho como ocupação profissional, então as garotas podem contribuir para o INSS (Instituto  Nacional do Seguro Social).