O ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, afirmou em nota, nesta terça-feira (4), que recebeu com “tranquilidade de quem nada deve e, portanto nada teme” a notícia sobre a abertura de inquérito autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin.  

O inquérito que foi aberto contra Marun na segunda-feira (3) e noticiado pelo jornal O Globo, vai apurar a suspeita de corrupção e associação criminosa na liberação de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho. “Nada fiz que extrapole as minhas funções previstas no ordenamento jurídico e não recebi nenhuma vantagem, devida ou indevida”, afirmou o ministro em nota divulgada nesta manhã. 

Ao avaliar a acusação como tendenciosa, o ministro lamentou o fato de que ao final não poderá buscar a reparação dos danos. “Haja vista que os que me acusam não serão sequer investigados”, disparou.

Na nota, Marun finaliza reforçando a necessidade da aprovação de legislação que permita a punição de abusos de autoridade. Confira a nota na integra: 

“Em relação a informação vazada ao Jornal O GLOBO de que foi autorizada pelo ministro Fachin a abertura de inquérito contra mim, a recebi com a tranquilidade de quem nada deve e portanto nada teme. Nada fiz que extrapole as minhas funções previstas no ordenamento jurídico e não recebi nenhuma vantagem, devida ou indevida, pelas ações que desenvolvi em prol de sindicatos de MS. Estou consciente de que o constrangimento que me impõe com esta medida é real e lamento o fato de que ao final não poderei buscar a reparação destes danos, haja visto que os que me acusam não serão sequer investigados. Afirmo também a minha confiança nas atitudes de minha assessora Dra Vivianne Lorenna Vieira e lamento o constrangimento que ela está passando em função desta tendenciosa acusação que tem por objetivo me atingir e intimidar. Sei que sou alvo de uma intimidação sob a forma de inquérito, mas desde já reafirmo todas as críticas que fiz a atitudes e decisões indevidas e ilegais que estão sendo tomadas por autoridades que deveriam zelar pelo estrito cumprimento da lei. Reafirmo, ainda, a minha absoluta oposição ao estado policialesco que muitos tentam impor ao Brasil. Por fim destaco a necessidade da aprovação de legislação que permita a punição de Abusos de Autoridade, para que pessoas indevidamente constrangidas possam ser indenizadas e eventuais culpados punidos.

CARLOS MARUN - ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República”