Brasil
"Não haverá desabastecimento em MS", diz Lazaroto sobre greve dos caminhoneiros
A categoria começa nesta segunda uma paralisação pacífica contra o reajuste do diesel, ICMS e baixos preços de frete em São Paulo
A greve dos caminhoneiros que ocorre nesta segunda-feira (1°), e ganhou adesão da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), não terá participação dos profissionais de Mato Grosso do Sul e nem deve afetar nosso Estado, de acordo com o gerente executivo do Sindicato do Comércio Varejista de Lubrificantes e Combustíveis (Sinpetro), Edson Lazaroto.
Segundo Edson Lazaroto, a greve é pacífica e um alerta apenas no estado de São Paulo, e apesar de não ser adotado para outros estado, os insumos que saem do estado paulista podem faltar ou atrasar em outros lugares, mas Mato grosso do Sul não deve ser afetado. “Com informações dos Estados e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), sabemos que as rodovias estão desimpedidas. É um caso isolado por conta da alta do ICMS de SP, dentre outros fatores, mas como quase tudo sai de São Paulo e pode refletir em algumas situações, pode acontecer de faltar ou atrasar algumas coisa, mas no Mato Grosso do Sul, particularmente não acontecerá nada, tanto é que a gente tem a economia do agronegócio, grão, soja, gado, e gasolina está absolutamente normal, não haverá nenhum desabastecimento de nada”, afirmou Edson que também considerou que a greve deve acabar em menos de 48h.

“Nos dois sentidos os caminhoneiros estão transitando normalmente, é uma greve pacifica, o caminhoneiro adere ou não. Muito caminhão daqui de MS que vai pra la, é de gado e grãos e até o momento não esta tendo nenhum problema, para chegar, pode ser que a coisa se agrave daqui pra frente, mas acho que o movimento é de 24 a 48h, o que só vamos saber hoje ou amanhã, de forma mais consistente, mas até o momento a greve foi um alerta do Estado de São Paulo, para o governo paulista rever essas mudanças”, concluiu.
A manifestação dos trabalhadores é contra o reajuste da Petrobras no preço médio do diesel nas refinarias em 4,4%. A adesão à paralisação, por tempo indeterminado, não é consenso. Outros pontos questionados são os baixos preços dos fretes e o descumprimento da lei que prevê o piso mínimo de fretes, medida cuja constitucionalidade está para ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também pedem mudanças na BR do Mar, o marco regulatório do transporte marítimo, que incentiva a navegação por cabotagem.
O CNTRC afirma que a orientação é que os caminhoneiros e apoiadores fiquem parados em casa, por causa da pandemia do novo coronavírus. A instrução está no ofício que a entidade enviou ao governo e autoridades na sexta-feira (29) notificando sobre a greve.
O presidente Jair Bolsonaro havia pedido no último dia 27 para que a categoria não fizesse greve. "Reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia do Brasil. Apelamos para eles que não façam greve porque todos nós vamos perder, todos, sem exceção. Agora, a solução não é fácil, estamos buscando uma maneira de não ter mais este reajuste", disse, após reunião no Ministério da Economia.
De acordo com o presidente, está em estudo a diminuição do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), impostos federais que incidem sobre os combustíveis. O impacto da renúncia aos cofres da União, segundo ele, é de R$ 800 milhões por cada centavo reduzido. Para Bolsonaro, é importante que os governadores também reduzam o ICMS, imposto estadual.
As principais entidades à frente da convocação são a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL), a Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB), e o Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).