Hoje, 3 de setembro, comemoramos o Dia do Biólogo no Brasil. O dia foi escolhido por ser a data em que foi sancionada a Lei 6.684/79, que regulamentou a profissão e criou o Conselho Federal de Biologia, em 1979.

O profissional de biologia atua em várias frentes, que são divididas em três campos principais: meio ambiente e biodiversidade, saúde, biotecnologia e produção, que englobam ecoturismo, reprodução humana assistida, análises clínicas, desenvolvimento de organismos geneticamente modificados, mudanças climáticas e gestão de recursos hídricos, entre outros.

Por isso, a reportagem do JD1 Notícias conversou com a bióloga Débora Puerari, formada em biologia pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e pós-graduada em Metodologia no ensino de Ciências, sobre a influência da falta de chuva na crise hídrica e na saúde. 

De acordo com a bióloga, a falta de chuva pode causar racionamento de água em diversas localidades, aumento no número de queimadas, principalmente no Cerrado e, ainda, o assoreamento de rios, além do aumento e agravamento das doenças respiratórias causadas pelo tempo seco. Cenário que já temos obervado bastante nas últimas semanas, com focos de queimada em vários locais do estado e de Campo Grande. 

Débora também explica que a falta de chuva também acaba se tornando uma ameaça a saúde não apenas dos animais selvagens, mas também, dos animais domésticos, sobretudo os de rua, que não têm onde beber água adequadamente. 

Outro ponto que a profissional toca é a relação entre a não adoção do horário de verão e a crise hídrica. "Com o fim do horário de verão as pessoas acabam consumindo mais energia, para ligar ar condicionado, ventiladores, entre outros. E assim as hidroelétricas precisam gerar mais energia para a população, porém com a falta de chuva os níveis de água nas barragens diminuem drasticamente, podendo gerar, além do racionamento de água, a queda de energia em todo país".