Até o momento, o bloqueio dos caminhoneiros não afetou o abastecimento de combustíveis no país e, de acordo com representantes do segmento, a mobilização está perdendo força, o que reduz os motivos de preocupação. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), não há risco de escassez de gasolina, óleo diesel ou gás de cozinha. 

A ANP solicitou ontem (8), por meio de ofício às distribuidoras, informações a respeito de possível problemas com as paralisações de caminhoneiros, mas obteve resposta de que o cenário não era crítico. "As informações recebidas até o momento (início da tarde desta quinta-feira) não trazem nenhuma ameaça ao abastecimento de combustíveis. Foram registrados alguns atrasos pontuais nas entregas, mas esses problemas estão sendo superados com a desobstrução das vias", informou o órgão regulador, por meio de sua assessoria de imprensa.

Apesar de o abastecimento do gás de cozinha estar lento, não chegou a parar e, segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), Sérgio Bandeira de Mello, os bloqueios estão se desfazendo. "É cedo para falar em desabastecimento", afirmou ele, acrescentando que a situação não deixa de ser preocupante e que os custos das empresas devem aumentar com os protestos.

O Ministério da Infraestrutura informou haver, no fim da manhã, paralisações em 14 Estados, "com abordagem a veículos de cargas" e bloqueios em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Minas Gerais e Maranhão. Entretanto, corredores logísticos foram liberados pela PRF nos estados de Minas Gerais, na BR-040; Rio de Janeiro, na BR-116 (Dutra/Barra Mansa) e BR-040 (Reduc); Espírito Santo, na BR-101; Paraná, na BR-376 e Goiás, em Anápolis, na BR-153.