Brasil
Ministério Público acompanha investigações da morte de Marília Mendonça
Cantora morreu em acidente de avião com tio, produtor, piloto e copiloto no dia 05 de novembro
O Ministério Público Federal (MPF) solicitou procedimento administrativo para acompanhar as investigações da queda do avião bimotor que matou a cantora Marília Mendonça e mais quatro pessoas, no último dia 05 de novembro. O órgão também pediu para ser acionado se constatado algum indício de risco à segurança do tráfego aéreo.
De acordo com o MPF, o procedimento, que não tem caráter de investigação cível nem criminal, foi estabelecido no dia seguinte à queda do bimotor PT-ONJ, King Air, em Caratinga, no interior de Minas Gerais.
O órgão ainda enviou ofício ao 3º Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) solicitando o encaminhamento do relatório final do acidente para analisar se há ou não necessidade de adoção de novas medidas cabíveis.
Também foi requisitado que, caso constatado algum elemento que confirme riscos à segurança do tráfego aéreo, tal fato seja comunicado imediatamente ao MPF antes mesmo da conclusão das investigações. O procedimento corre sob sigilo.
O ACIDENTE
O avião teria colidido com um cabo de energia antes de cair. Segundo o empresário Aníbal Martins Julião Júnior, dono do terreno onde o avião se precipitou, logo após o choque, o bimotor perdeu o controle.
Um pedaço de cabo foi encontrado enrolado à hélice de um dos dois motores do avião pela Polícia Civil de Caratinga (MG). O material foi recolhido para perícia. Os destroços e os motores também serão submetidos a análises por técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A apuração remonta desde a saída do aeródromo de Goiânia até o “o momento do impacto’’, segundo disse o Brigadeiro do Ar Marcelo Moreno ao podcast da Força Aérea Brasileira (FAB). Como a aeronave não tinha caixa-preta, o GPS e os celulares recolhidos no local são alguns dos elementos fundamentais para o trabalho.