Brasil
Decreto suspende novos registros de armas
Ministro da Justiça afirma que medidas visam "separar o joio do trigo"
Um dos primeiros atos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a edição do decreto que revoga uma série de normas que facilitavam e ampliavam o acesso da população a armas de fogo e munição.
O texto foi publicado no "Diário Oficial da União" nesta segunda (2) e já está em vigor. Além de Lula, também assina o decreto o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino.
Em linhas gerais, o decreto:
- Suspende novos registros de armas por caçadores, atiradores e colecionadores (CACs) e por particulares;
- Reduz os limites para compra de armas e munição de uso permitido;
- Suspende novos registros de clubes e escolas de tiro;
- Suspende a concessão de novos registros para CACs;
- Cria grupo de trabalho para propor nova regulamentação para o Estatuto do Desarmamento, de 2003.
O decreto também prevê que todas as armas compradas desde maio de 2019 sejam recadastradas pelos proprietários em até 60 dias. Ao mesmo tempo, até que a nova regulamentação seja publicada, o decreto prorroga a validade dos registros vencidos.
"Haverá um recenseamento geral de armas existentes no Brasil, visando separar o joio do trigo", disse o ministro da Justiça, Flávio Dino, nesta segunda, no Twitter.