Brasil
Bolsonaro pedirá devolução do passaporte para cumprir agenda internacional
Ex-presidente também deve contestar medidas restritivas
Após ação que levou a Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro no último dia 8 de fevereiro, o político decidiu contestar as medidas impostas pela Operação Tempus Veritatis e planeja pedir na Justiça a devolução de seu passaporte apreendido por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).
A informação foi confirmada à CNN nesta quarta-feira (14) pelo ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência Fábio Wajngarten.
O argumento que será apresentado à Justiça é que não há elementos até agora na investigação que justifiquem a apreensão do documento. Além disso, os advogados pretendem ressaltar que Bolsonaro teria diversos convites para eventos e atividades no exterior.
A defesa de Bolsonaro argumenta que sua saída do Brasil por ocasião da posse de Javier Milei na Argentina foi comunicada às autoridades, e que todos os eventos internacionais para os quais Bolsonaro teria sido convidado já têm datas definidas.
A ideia é apontar que a retenção do passaporte representa um “cerceamento da atividade política” do ex-presidente.
Segundo Wajngarten, Bolsonaro foi convidado por autoridades de Israel para visitar os locais onde ocorreram ataques do Hamas e encontrar familiares de reféns no conflito na Faixa de Gaza. Os comvites, segundo Fábio, incluem visitar campos de concentração na Polônia e participar de encontros no Bahrein.