Brasil
Após morte de Lívia em MS, Discord tem prazo para apresentar plano à AGU
Governo cobra regras de segurança e ameaça pedir suspensão do app no país
A Advocacia-Geral da União (AGU) aguarda o posicionamento da rede social Discord nesta segunda-feira (10). A plataforma foi notificada a apresentar um plano imediato de segurança e adequação às leis brasileiras para proteger crianças e adolescentes.
A cobrança do governo federal se intensificou após pronunciamento da primeira-dama, Janja da Silva, que defendeu o banimento do aplicativo. Se a empresa não demonstrar medidas concretas de moderação, a AGU ingressará com Ação Civil Pública pedindo o bloqueio do Discord no país.
O movimento nacional tomou força após a trágica morte de Lívia, adolescente de 13 anos de Naviraí. A jovem tirou a própria vida durante uma transmissão ao vivo no Discord, onde teria sido induzida por criminosos que atuavam na plataforma.
Investigações apontaram falhas graves de segurança, como a ausência de verificação de idade e moderação de conteúdo em salas com centenas de usuários. A transmissão que resultou na morte da garota permaneceu ativa sem que o aplicativo bloqueasse a exibição.
Caso o plano de contenção apresentado pela empresa não satisfaça as exigências do Ministério da Justiça, o pedido de suspensão será protocolado na Justiça Federal. O caso acendeu o alerta sobre o uso de redes sociais por menores e o combate aos crimes virtuais.