O contrato firmado entre o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o antigo Banco Master incluía consultoria jurídica em inquéritos da Polícia Federal e procedimentos administrativos no Banco Central, Receita Federal e Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

O conteúdo do documento tornou-se público após a retirada do sigilo das investigações no STF, na noite de quinta-feira (10).

Pelo contrato, o escritório deveria prestar “consultoria estratégica e jurídica” em procedimentos e inquéritos das polícias Federal e Civil, além de atuar em processos judiciais em todas as instâncias e na implantação de um programa de compliance.

O acordo previa pagamento total de R$ 131 milhões, dividido em 36 parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. Os repasses foram interrompidos após o Banco Central determinar a liquidação do Master, em novembro de 2025.

Em março, o escritório informou que prestou consultoria e atuação jurídica ao banco e produziu 36 pareceres e opiniões legais. A CNN também informou que Alexandre de Moraes fez alterações no contrato antes da assinatura.