O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Adelaido Vila, afirmou nesta quarta-feira (9), em entrevista ao JD1 Notícias que, com a experiência com vários momentos da pandemia neste ano, concluiu que “fechamentos só geram desespero, angústia e, principalmente, aglomeração de pessoas”.

A fala de Adelaido se dá diante da cobrança do Ministério Público Estadual (MPE), de aumentar o período do toque de recolher, passando a valer a partir das 20 horas, além da Lei Seca. “Claro que o Ministério Público tem esse papel de defesa dos interesses coletivos e acaba trazendo aquilo que parece ser o mais correto, que seria o fechamento de tudo”, completou o presidente da CDL.

Para Adelaido, não se pode criar uma coisa que não consiga fiscalizar. “Então, em cima disso a gente tem pontuado muito fortemente, quando você joga o horário do toque de recolher para as 20 horas, você aumenta a demanda de deliverys gerando muitos acidentes de trânsito. Além de gerar, para aquelas atividades que estão trabalhando dentro da legalidade, um prejuízo sem igual”, disse.

Segundo Adelaido, poucas pessoas que estão trabalhando efetivamente no varejo, foram contaminadas pelo coronavírus. “Isso significa que está dando certo aquilo que estamos fazendo enquanto projeto de biossegurança. Existe uma responsabilidade, uma preocupação e essa cadeia não pode simplesmente ser fechada porque eu preciso fazer o confinamento das pessoas”, disse. Adelaido ainda emendou sua preocupação com o setor de bares e restaurantes e defendeu o toque de recolher com início a 00h.

Fiscalização – Para barrar o aumento de casos de coronavírus, a CDL, segundo Adelaido, está propondo uma fiscalização maior, principalmente de tudo o que é ilegal. “Estamos vendo festas acontecerem aos finais de semana, essas festas acontecem na ilegalidade, gerando aglomeração de jovens, de onde pelo menos 30% de pessoas saem contaminadas, e levam o vírus para a casa e essa contaminação vai lotando os leitos. Então, precisamos combater, neste momento, tudo o que é ilegal, que não deveria acontecer, e não combater com aquele que está cumprindo com as normas de biossegurança”, concluiu.