O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) arquivou, de pronto, uma denúncia que apontava suposto favorecimento na concessão de licenciamento ambiental pela prefeitura de Campo Grande, sem sequer solicitar diligências ou esclarecer os fatos.

Segundo a denúncia, uma auditora fiscal de meio ambiente pode ter beneficiado o próprio cônjuge, dono de uma empresa de engenharia, no processo de obtenção da licença. 

O autor da denúncia, que solicitou anonimato por temer represálias, afirmou que a servidora poderia articular internamente para favorecer o marido, mesmo não atuando diretamente no processo.

Apesar da gravidade da denúncia, a promotora de Justiça Luz Marina Borges Maciel Pinheiro arquivou o caso alegando que o autor não apresentou provas e que, por ser anônimo, o MPMS não poderia dar prosseguimento à investigação.

"Não existindo possibilidade de complementação por falta de identificação do denunciante, todas as tratativas e condutas postam-se prejudicadas... Trata-se de notícia de fato desprovida de elementos de prova e informações mínimas para o início de uma apuração nos termos legais e normativos", disse a promotora.

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