Mesmo após a instalação de placas alertando para a travessia de animais silvestres, moradores da Rua Catende, no Bairro Silvia Regina, em Campo Grande, afirmam que os atropelamentos de quatis, cotias e outras espécies continuam ocorrendo e cobram da Agetran a implantação de redutores de velocidade. Segundo a comunidade, a sinalização não foi suficiente para fazer os motoristas diminuírem a velocidade, aumentando o risco tanto para a fauna quanto para pedestres.

Somente nos últimos dias, um casal de cotias morreu atropelado e, na segunda-feira (6), um quati também foi atingido e não resistiu. As ocorrências reforçam um problema antigo na região. Reportagens publicadas desde o ano passado já mostravam a frequência de atropelamentos de animais e também outros problemas de trânsito no bairro, como acidentes e falhas na sinalização, evidenciando a necessidade de intervenções para aumentar a segurança viária.

A protetora de animais Rosana Lima afirma que, além das mortes, passou a sofrer intimidações ao tentar conscientizar motoristas. "Um desses motoristas de ônibus parou o veículo e começou a me ofender. Quando viu que eu liguei o celular para filmá-lo, ele acelerou e passou o ônibus por cima do quati que já estava morto. Não sei mais o que fazer. Estou morrendo junto com esses bichinhos. Me ajuda, pelo amor de Deus!", desabafou.

Os moradores defendem a instalação de lombadas ou outros dispositivos de redução de velocidade, alegando que a medida pode evitar novos atropelamentos de animais e também reduzir o risco de acidentes envolvendo pessoas.

O JD1 Notícias procurou a Agetran para saber a possibilidade de instalação dos redutores, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.