Cidade
Placas são insuficientes e moradores do Silvia Regina pedem lombadas para proteger animais silvestres
Mesmo com sinalização, comunidade afirma que motoristas seguem em alta velocidade e cobra medidas
Mesmo após a instalação de placas alertando para a travessia de animais silvestres, moradores da Rua Catende, no Bairro Silvia Regina, em Campo Grande, afirmam que os atropelamentos de quatis, cotias e outras espécies continuam ocorrendo e cobram da Agetran a implantação de redutores de velocidade. Segundo a comunidade, a sinalização não foi suficiente para fazer os motoristas diminuírem a velocidade, aumentando o risco tanto para a fauna quanto para pedestres.
Somente nos últimos dias, um casal de cotias morreu atropelado e, na segunda-feira (6), um quati também foi atingido e não resistiu. As ocorrências reforçam um problema antigo na região. Reportagens publicadas desde o ano passado já mostravam a frequência de atropelamentos de animais e também outros problemas de trânsito no bairro, como acidentes e falhas na sinalização, evidenciando a necessidade de intervenções para aumentar a segurança viária.
A protetora de animais Rosana Lima afirma que, além das mortes, passou a sofrer intimidações ao tentar conscientizar motoristas. "Um desses motoristas de ônibus parou o veículo e começou a me ofender. Quando viu que eu liguei o celular para filmá-lo, ele acelerou e passou o ônibus por cima do quati que já estava morto. Não sei mais o que fazer. Estou morrendo junto com esses bichinhos. Me ajuda, pelo amor de Deus!", desabafou.
Os moradores defendem a instalação de lombadas ou outros dispositivos de redução de velocidade, alegando que a medida pode evitar novos atropelamentos de animais e também reduzir o risco de acidentes envolvendo pessoas.
O JD1 Notícias procurou a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (AGETRAN) que informou ter deslocado uma equipe técnicana Rua Catende no mês de abril, quando realizou o reforço da sinalização existente com a implantação de novas placas de advertência sobre a travessia de animais silvestres.
"Diante da nova demanda apresentada, uma equipe será novamente encaminhada ao local para realizar uma avaliação técnica das condições da via e verificar a necessidade de adoção de medidas complementares de sinalização, conforme os critérios estabelecidos para a segurança viária.
A AGETRAN reforça que a preservação da fauna também depende da conduta dos motoristas. Os condutores devem respeitar a sinalização implantada, os limites de velocidade e as normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Nas vias urbanas de Campo Grande, a velocidade máxima regulamentada é, em regra, de 50 km/h, salvo onde houver sinalização específica estabelecendo outro limite.
A Agência destaca que a redução da velocidade e a atenção redobrada em trechos com ocorrência de animais silvestres são fundamentais para prevenir atropelamentos e garantir a segurança tanto da fauna quanto dos usuários da via".