Os corredores exclusivos de ônibus de Campo Grande voltaram ao centro do debate após o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurar um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar as medidas de segurança viária adotadas pelo município nas ruas Brilhante e Rui Barbosa. O edital foi publicado nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da instituição.

A investigação será conduzida pela 42ª Promotoria de Justiça e tem como foco verificar se as intervenções implantadas nas duas vias são suficientes para prevenir acidentes e se as medidas mitigatórias adotadas pela Prefeitura têm sido eficazes.

A discussão sobre os corredores não é recente. Em agosto de 2025, um relatório da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL-CG) apontou que a implantação do corredor na Rua Rui Barbosa provocou forte impacto no comércio da região central, com redução do fluxo de pedestres, queda nas vendas e aumento do número de imóveis fechados ou disponíveis para aluguel e venda. O estudo também indicou perda de moradores no Centro e dificuldades enfrentadas por pequenos empresários.

Outro corredor que segue em pauta é o da Rua Bahia. Apesar de a Justiça ter considerado legal a implantação do projeto e rejeitado uma ação que tentava barrar a obra, o corredor ainda não saiu do papel. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul entendeu que houve planejamento e audiências públicas durante a elaboração do Plano Diretor de Mobilidade Urbana, que prevê corredores exclusivos em diversas vias da Capital.

O MPMS pretende acompanhar se as estruturas já implantadas nas ruas Brilhante e Rui Barbosa oferecem condições adequadas de segurança para motoristas, passageiros e pedestres, além de avaliar as providências adotadas pelo município para reduzir riscos de acidentes.