O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ajuizou uma Ação Civil Pública Ambiental cobrando R$ 24,6 milhões de uma empresa de energia renovável. O processo busca a reparação pelos prejuízos causados por um incêndio devastador na Reserva Cisalpina, em Brasilândia.

As investigações da Promotoria de Justiça apontam que o fogo destruiu cerca de 9,8 mil hectares da unidade de conservação e propriedades vizinhas em agosto de 2021. Pareceres técnicos estimam a morte direta de mais de 20 mil animais da fauna silvestre no local.

A ação sustenta que a empresa falhou em implementar medidas eficazes de prevenção e combate a queimadas em um período de estiagem severa. O órgão ministerial pede R$ 19,6 milhões pela restauração dos danos ecológicos e R$ 5 milhões por dano moral coletivo.

Além do pagamento de indenizações, o MPMS exige que a empresa elabore e execute um plano de contingência específico para proteger a reserva contra novos focos. A exigência busca garantir a recuperação da cobertura vegetal e dos habitats de espécies ameaçadas.

A iniciativa reforça a atuação da Justiça no combate a crimes ambientais e na responsabilização de empreendimentos por tragédias na biodiversidade. O caso segue sob análise do Poder Judiciário para a citação e manifestação da empresa ré no processo.