A Câmara Municipal de Campo Grande chegou a 29 assinaturas, a totalidade dos vereadores para a abertura da Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI). A última foi de Beto Avelar (PP), líder da prefeita na Casa, que para assinar precisa de autorização do Executivo.

A abertura do grupo de investigação será pautada após o segundo turno das eleições de domingo (25), conforme já anunciado pelo presidente da Câmara, vereador Papy (PSDB).

Para a abertura da CPI, o requerimento precisava ter, no mínimo, 10 assinaturas. Pelo menos 12 parlamentares já se colocaram a disposição para integrar a Comissão, entre eles, Ana Portela (PL), indicou interesse na relatoria, e Luiza Ribeiro na presidência, por ter protocolado o requerimento que da origem a CPI.

Movimento ocorre após uma tentativa frustrada de ouvir o Secretário da Sisep, André Moura, que foi prestar esclarecimentos na sessão da última terça-feira (20), mas debate foi adiado para 27 de outubro, devido a uma confusão protagonizada por apoiadores da prefeita Adriane Lopes, com participação do pastor Charupá.

O documento para abertura da CPI já foi encaminhado à Procuradoria Jurídica da Casa, que analisa se atende às exigências legais, regimentais e constitucionais.

O vereador Papy explicou que a análise jurídica é uma etapa necessária antes da formalização da comissão. “A CPI é um instrumento do vereador diante do descaso que o município está tendo na negligência em relação ao tapa-buraco”, afirmou Papy. “O campo-grandense se indigna quando não percebe que existe uma alternativa para combater os buracos”, disse.

CPI pretende discutir mudanças na recuperação das vias

Além de investigar os problemas relacionados à operação tapa-buracos, a proposta é discutir formas de tornar os serviços mais eficientes e estabelecer critérios para a recuperação das ruas e avenidas.

Papy questionou como a Prefeitura pretende enfrentar o problema no próximo ano, especialmente se houver redução no volume de chuvas.