Ao prestar esclarecimentos sobre serviços de tapa-buracos nas ruas de Campo Grande, o secretário municipal de Infraestrutura e Derviços Públicos, André Moura, afirmou que 53% das vias da Capital não são mais compatíveis com os serviços superficiais, pois já ultrapassaram o prazo de vida útil.

Segundo dados apresentados pelo secretário, a porcentagem é uma parcela dos 3.216 quilômetros de vias asfaltadas da Capital que têm mais de 30 anos, período superior à durabilidade de oito a dez anos, indicado pelo Manual de Restauração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para o ciclo de vida do pavimento, com necessidade de manutenção preventiva e intervenções de recuperação ao longo dos anos.

André explicou que, em algumas ruas, as operações de tapa-buraco já não são suficientes para solucionar os problemas. "Vou dar um exemplo da Costa e Silva,  onde no período que eu estou aqui na Secretaria, já foram três operações de tapa-buraco  de forma completa, mas a base da pista, ela está comprometida, é uma pista que já está cheia de tubos, com comprometimento".

O secretário explicou que o desgaste da base do asfalto, associado ao fluxo intenso de veículos e às chuvas, contribui para o reaparecimento dos buracos, mesmo após a realização dos reparos.

Diante desse cenário, afirmou que a administração municipal precisa ampliar os serviços de recapeamento, em vez de depender exclusivamente das operações de manutenção corretiva.

Segundo ele, a prefeitura já possui sete contratos de recapeamento formalizados e aptos à execução. A previsão apresentada é iniciar parte dos serviços ainda em 2026, com prioridade para vias utilizadas pelo transporte coletivo e posterior ampliação para os bairros.