Com o Amazonas registrando o pior outubro de queimadas dos últimos 25 anos, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somada as queimadas do Pantanal Sul-mato-grossense que coloca 14 cidades sob situação de emergência, atrelado a onda de calor, uma enorme nuvem de fumaça encobre boa parte do norte e centro-oeste do Brasil.

Situação foi divulgada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado do Mato Grosso do Sul (CEMTEC).

Desde setembro, o Amazonas decretou emergência ambiental por conta do avanço das queimadas. Somando os meses de setembro e outubro, são mais de 9 mil no período.

Especialmente nos últimos dias por conta das condições climáticas severas intensificadas pelo El Niño, a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) realizou uma reunião no último dia 14, com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, além de representantes do CBMMS, Defesa Civil, Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e o presidente da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Marcelo Bertoni.


Uma das medidas definida e publicada na terça-feira (14) é o Decreto de Situação de Emergência nos municípios de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana, Porto Murtinho, Sonora, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim, Bodoquena, Jardim, Bonito, Anastácio, Corguinho e Rio Negro devido aos incêndios florestais registrados nessas regiões.

O boletim de monitoramento de incêndios florestais de Mato Grosso do Sul, elaborado pela equipe técnica do Cemtec e do Corpo de Bombeiros, aponta que no período de 1° de janeiro a 12 de novembro de 2023 houve redução de 8,7% na área queimada do bioma Cerrado em território sul-mato-grossense e um aumento de 95,8% no bioma do Pantanal, em relação ao ano de 2022.

Os municípios de Corumbá (74,8%), Aquidauana (12,8%) e Porto Murtinho (10%), concentram 97,6% dos focos de calor no Pantanal, conforme dados do INPE.

O Corpo de Bombeiros Militar de MS já está em atuação na região desde o dia 17 de maio de 2023 e já foram empregados um efetivo de 296 bombeiros e bombeiras militares nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais nessas regiões.

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