Esplanada
Dirceu inicia maratona de luxo para se defender
Maratona de luxo
Apesar de não ter mais poder, o ex-ministro José Dirceu mostra que tem muito dinheiro. Ele começou na Quinta um roteiro que até Segunda passará por 4 capitais: Teresina, Macapá, Belém e São Luís, segundo relatou a amigos. E só ficará em hotéis 5 estrelas – em Teresina, hospedou-se no Petropolitan. Dirceu viaja em jatinho fretado da Flex Aero em Jundiaí, um Citation Mustang para quatro lugares, que diz ser bancado por ele. Cada trecho não sai por menos de R$ 30 mil. Só de frete, gastará cerca de R$ 150 mil.
Rumo à OEA
Em Teresina, Dirceu revelou que recorrerá às cortes internacionais para tentar anular sua condenação. E que vai usar as viagens a convite do PT para defender Lula e Dilma.
Cofrinho pra quê?
Dirceu foi condenado a 10 anos e 10 meses e a pagar multa de R$ 676 mil à Justiça. Pelo visto, a militância perde tempo em jantares para arrecadar fundos que o ajudem.
Defesa paralela
Em sua defesa, o ex-ministro se diz injustiçado, que o Mensalão é uma farsa e carrega um livro em que detona a tese dos ministros do STF que o condenaram.
Drible
Dirceu chega amanhã à noite em São Luís. Contam no Palácio dos Leões que, para driblá-lo, a governadora Roseana Sarney deixará o vice petista no cargo para recebê-lo.
MD x PSD
Irado com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que tirou do PPS quatro mandatários, o presidente do futuro MD, Roberto Freire, revela à coluna que alguns deles, arrependidos, já conversam para entrar no seu novo partido. ‘E tem mais deputados e senadores de outros partidos também dispostos a se filiar, só não posso falar quem são’.
Blindagem
Freire acredita que enfrentará cobranças judiciais, mas se respalda: o MD já tem CNPJ em cartório de Brasília e mesmo que vire lei o projeto que tira tempo de TV de novas legendas, seu partido não perde porque estará oficializado antes da sanção presidencial.
Serra silencia
Roberto Freire confirma que conversa com José Serra para que ele entre na nova sigla, no projeto de lançamento à Presidência. O por ora tucano está reticente, mas ao seu conhecido estilo evita dizer sim ou não. Até Outubro a novela acaba.
Ódio à bala
Na ânsia de pegar terroristas, FBI é cobrado em Boston por eventuais erros de alvo e de ter matado o ‘suspeito’ errado. Vimos essa novela em Londres: caso Jean Charles.
Turbinando
Dirceu ficou animado com o voto no acórdão do ministro do STF Celso de Mello: que o Supremo poderá acatar o que a Corte Interamericana de Direitos Humanos decidir.
Fogo no ninho
O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), foi às pressas na Quinta para São Paulo, a fim de apagar incêndio de egos no ninho tucano. É mais um capítulo do racha que agrava a perda de espaço de José Serra e ‘serristas’ no partido.
Ôh do concurso!
Avança no Congresso a criação de 7 mil cargos públicos federais por concurso, para várias áreas. A Carreira de Ciência & Tecnologia, também integrada pelo Instituto Nacional do Câncer, tem previsão de abertura de 3.594 vagas.
Novela Suape
MP dos Portos: O senador Humberto Costa (PT-PE) avalia que o texto do Planalto, ainda com resistências, contempla portos mais competitivos e direitos trabalhistas. No regime privado, se contratará mais por CLT. Suape (PE) teria mais ‘autonomia’.
Teje...exonerado!
O comandante da PM da Paraíba, Coronel Jarlon, reclamou na Quarta, na Assembleia Legislativa, da demora na promoção de oficiais. No dia seguinte, viu no D.O. a sua exoneração assinada pelo coroné Ricardo Coutinho (PSB), o governador.
Evém encrenca!
Pelas pesquisas, será eleito presidente do Paraguai o empresário colorado Oracio Cartez. Tudo bem? Não. É tido como maior produtor de cigarro pirata que entra no Brasil.
Lei das Gestantes
Acabou na Quinta o prazo para recurso contra a lei que proíbe demissão de gestantes sob aviso prévio, proposta por Crivella. A presidente tem 15 dias para sancionar.
Ponto Final
E se eleito, hein!? Esse Cartez paraguaio vai levar muito fumo no Brasil... literalmente.
Por Leandro Mazzini - com Marcos Seabra, Maurício Nogueira e Adelina Vasconcelos
Brasília, Sábado, 20 de Abril de 2013 – nº 433