Mal foi ao ar o programa de TV do PSB que oficializou a pré-candidatura de Eduardo Campos ao Planalto, a presidente Dilma Rousseff começou a usar o poder e a caneta para enterrar articulações de palanques do potencial adversário. Aliados do socialista começam a refugar. Campos partiu para a última tacada: negocia com ‘nanicos’ e tenta convencer nomes do PSB a se lançarem ao governo para lhe darem palanque. Mas, amarrados a aliados locais, muitos preferem compor para o Senado ou Câmara.

Exceções
Nem todos entregaram os pontos. As exceções são o senador Rollemberg (DF), que deve se candidatar, e os cinco governadores do PSB que se elegeram em 2010.

Replay
O governo do Rio fez a segunda limpeza do morro Cerro-Corá para abrir caminho para um Papa. A primeira foi para o Papa João Paulo II. A história se repete com Francisco. 

Fogo na palha
Quando se espera solução de crise, Renan Calheiros e Henrique Alves deixam um ministro do STF por horas à sua espera. A dupla estava num resort baiano. Em agenda...

Ah, ministro...
Quem não perde o avião é o ministro do STF Luiz Fux. Ontem, quase levou vaia da fila imensa que embarcava no voo da TAM 3026, Rio-Brasília, no Aeroporto Santos Dumont. Vossa excelência passou em porta privada, com quatro assessores, desfilando com prioridade. Na frente de crianças, deficientes e de quem chegou bem antes.

Sem turbulência
Não é o primeiro ministro da suprema corte que requer benesses das companhias. Talvez nem será o último. A coluna procurou a assessoria do STF para saber se há benefícios especiais para togados e assessores nessas situações. Não se pronunciou.

Capone...
Como o mundo dá voltas, e os personagens se repetem: Se não vai preso por todos os crimes pelos quais a Justiça o acusa, Carlinhos Cachoeira ainda vai parar na cadeia por causa da Lei Seca, a versão brasileira (por dirigir supostamente bêbado).

...tupiniquim
Lembra o caso de Al Capone, que também atuou durante outra Lei Seca, a americana, mas que foi preso por crimes fiscais.

No ninho
Tucanos que não se bicam só se entendem em acordo eleitoral. Álvaro Dias fechou com o governador do Paraná, Beto Richa, para tentar se reeleger para o Senado.

Dançou?
Assim, Álvaro enterra as pretensões do irmão Osmar Dias, hoje governista, o nome forte do grupo de Gleisi Hoffman (PT) para o Senado. Os irmãos têm acordo de não disputarem um contra o outro. Por ora.

Eita!
Manchete do Página 7, da Bolívia: ‘Brasil busca saída de Pinto com alto nível’. Às mentes maldosas, não é piada. Trata-se do senador boliviano refugiado há meses na embaixada do Brasil, em La Paz, que pediu asilo após alegar perseguição. 

Cerco
Saiu no D.O. dia 26 (Acórdão n° 952/2013): O TCU convocou para dar explicações o presidente do Instituto Nacional do Câncer, dr. Luiz Santini, após auditoria sobre acúmulo de funções de servidores e ‘contratações com respaldos frágeis’.

Blindagem 
A assessoria do INCA esclarece que o dr. Santini ‘ainda não foi notificado oficialmente’. Já encaminhou o Acórdão à área técnica para apuração. É caso antigo na unidade, de contratação de terceirizados em lugar de concursados não convocados.

VLT goiano
O governador Marconi Perillo, de Goiás, disse em Comandatuba (BA) que constrói um VLT de R$ 1,3 bilhão. E que espera hospedar uma seleção que jogará em BH.

Pós-Inauguração
O Comitê Olímpico no Rio abriu vagas para atuações no Maracanã durante os Jogos: há de Especialista em RH até ao fundamental Especialista em Operações de Segurança. 

Ponto Final
Candidatos, não tenham pressa. Depois da Copa o governo arrumará outra reforma no Maracanã.

Por Leandro Mazzini - com Maurício Nogueira e Adelina Vasconcelos
Brasília, Terça-feira, 30 de Abril de 2013 – nº 441