Ministros e diretores de órgãos ligados diretamente à Presidência da República esnobam o esforço de Dilma Rousseff e equipe econômica para cortar custos, e mantêm aluguéis milionários às custas da União. É assim com Funai, Integração e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) – que deixaram antigas sedes e bancam edifícios inteiros alugados com média de R$ 700 mil a R$ 900 mil por mês. A Funai ocupou há meses um prédio envidraçado de 14 andares. A PGFN vai se mudar em breve para um moderno e novo de 16 andares na Asa Norte da capital. Procurados, só a Integração respondeu.

Sem noção

O prédio luxuoso da Funai fica longe em estética às ocas das tribos. A Pesca trabalha para entregar o prédio, cujo contrato de R$ 500 mil foi fechado na gestão Ideli Salvatti.

Reajuste bom!
A Integração mantém secretarias num edifício de três andares, também semi-novo, pelo qual paga R$ 873.969,70. Teve reajuste significativo: há dois anos eram R$ 750 mil.

Classificados
A assessoria da Integração informa que o contrato vai até outubro de 2016, e que já avisou à Secretaria de Patrimônio da União que procura prédio do Governo para ocupar.

Exxxpertinho!
Líder do PMDB, Leonardo Picciani, o relator do PL 863/15 que vai aumentar alíquotas previdenciárias na folha de pagamento de vários setores, resolveu excluir empresas de comunicação social (grandes jornais) – assim fica bem na foto – e as de transporte público, fortes no lobby no Rio de Janeiro.

Um trocado
Vale lembrar que a poderosa Fetranspor, que reúne empresas dos coletivos do Rio, tem excelente relação com os mandatários de vários partidos e instâncias na capital. O maior dos empresários, Jacob Barata, apareceu no SwissLeaks com US$ 100 milhões na conta.

Sumiço a jato
Um mistério. Ninguém encontra nos arquivos dos órgãos oficiais os dados do jato Citation PP-MDB. O avião, alugado pelo Estado, teria levado o então governador Omar Aziz (AM) a passeio ao Caribe em 2013, revelou foto no Diário do Amazonas.

Procuram-se
Sumiram do circuito os três principais responsáveis pela falência do Governo do DF: Agnelo Queiroz (governador), Cláudio Monteiro (estádio) e Rafael Barbosa (saúde).

Explicado
Sobrou maldade nos comentários pela ausência de Joaquim Levy no anúncio do corte do Orçamento. O ministro da Fazenda estava gripado, nada de briga ou picuinhas.

Efeito do chá
A Secretaria de Comunicação da Presidência não tem aperto no Orçamento, mesmo com o bilionário corte anunciado pelo Governo. Prepara grande campanha para jornais e TVs sobre as concessões – é o efeito da visita dos chineses.

Vale-recibo...
Cenário já conhecido de fornecedores – grandes e pequenos – do Pará , Maranhão e Amapá, o calote da Vale a centenas de contratos começa a chegar em reclamações pontuais no Congresso Nacional.

... ale-visita
Donos de empresas e empreiteiros têm procurado deputados e senadores para cobrar a conta. Já vão com o endereço certo. Sabem a quem a Vale deve favores e vice-versa, pelos milhões despejados pela mineradora nas campanhas dos mandatários eleitos.

Cadê a soberania?
De um conhecido empresário: a sensação com essa visita em peso dos chineses é a de que o governo comunista está comprando o Brasil. Já têm sociedade em vários setores, agora quer ferrovia, aeroportos, e principalmente a Petrobras, que está em liquidação.

Yankee$
Muito mais discretos, os americanos estão adquirindo hospitais e faculdades de Norte a Sul do Brasil através de fundos de investimentos, privados e estatais, que aportam aqui.

'Jornali$ta' na mira
A turma da Lava Jato indica que a prisão do operador da Engevix, Milton Pascowitch, não assusta apenas José Dirceu, mas também jornalistas de site alinhado ao Governo.

Ponto Final

Pegou mal, muito mal a dona Dilma vetar a transparência nos contratos de empréstimo do BNDES para as empresas no Brasil e exterior.

Leandro Mazzini - com Equipe DF, SP e Nordeste
Brasília, Domingo, 24 de Maio de 2015 – nº 1.088