Os aliados de Aécio Neves, presidente do PSDB, estão surpresos com a desenvoltura de articulação do governador Geraldo Alckmin, e indicam que o paulista quer forçar o PSDB a escolher entre ele e o senador mineiro na candidatura presidencial de 2018. Alckmin articulou a posse dos suplentes José Pena (PV) e Roberto Freire (PPS) na Câmara, chamando deputados eleitos para secretarias, e assim ganhou adesão dos dois partidos ao seu projeto. Além de ter o PSB de São Paulo na gestão. O paulista está somando tempo de TV para apresentar à mesa da executiva em 2018.

Armas em punho

Mas enquanto isso, mineiramente Aécio mantém o controle do partido: é o presidente, detém apoio da grande maioria dos delegados e tem o Senado como vitrine.

Na pista

Aecistas e alckmistas consideram positivas as movimentações veladas do senador e escancaradas do governador. Dizem que não há racha e isso é bom para o partido.

Desde já
Na reunião da executiva na quinta, o PSB, a despeito das alianças regionais, já cravou que terá candidato a presidente em 2018. Só falta o nome.

Redução, mas nem tanto
Quem lembra é o deputado e advogado Marcos Rogério (PDT-RO): na famigerada PEC da Redução da Maioridade, o texto final não determina a redução para 16 anos, mas sim a Excepcionalidade para Punibilidade para crime hediondo, homicídio doloso, lesão corporal grave e lesão seguida de morte cometidos por menor de 18 e maior de 16 anos.

Palavra do juiz
No juridiquês, pela nova proposta consensual na Câmara, a maioridade penal continua aos 18 anos, com exceção para estes casos. O deputado lembra que era assim no Império, e, se passar, caberá ao juiz avaliar cada caso pelo ‘critério do discernimento’.

Indio quer jazidas

Presidente da comissão especial do projeto de exploração mineral em terras indígenas, o deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ) – que não é índio – pediu à assessoria levantamento de todas lavras e jazidas nas reservas do País.

Tem pressa
O deputado pretende rejeitar as dezenas de emendas ao projeto e discute cada item com os deputados para um relatório consensual. O mapa deste tesouro está em Roraima.

Paquera no cantinho
Alckmin deve lançar candidato do PSDB à prefeitura de SP, mas está fechadíssimo com Marta Suplicy (disputará pelo PSB), em caso de ela ir ao 2º turno contra outro partido.

Foi pro espaço!
O Governo há décadas tem mania de jogar dinheiro água abaixo ou para o espaço – quase literalmente agora. Investiu mais de US$ 1 bilhão no foguete Cyclone-4, que não saiu do chão. Cancelou o programa, mas não formalizou fim da parceria com a Ucrânia.

Subidinha de R$ 300 mi
O deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) apresentou requerimento ao Itamaraty sobre o fim do tratado. Em dezembro de 2013, o Governo se meteu em outra trapalhada espacial, e fez R$ 300 milhões sumir pelos ares: o satélite sino-brasileiro, lançado na China para mapear desmatamento no Brasil, subiu o suficiente para cair no mar.