O ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, fará um tour internacional às pressas a partir de sábado, por 7 dias. Vai para Londres e Nova York, concederá entrevista aos principais jornais e termina o roteiro na sede da ONU dia 11. Dia 9, passa por Washington para dar as boas-vindas numa festa da comitiva olímpica norte-americana, que prepara embarque para o Rio de Janeiro. A pauta é única: “Dar uma mensagem positiva ao mundo de que está tudo bem e não há epidemia de zika”, diz à Coluna. 

Campanha do mal

O COI e o COB identificaram forte divulgação internacional sobre epidemia de zika e risco à saúde dos atletas estrangeiros. Alertaram o ministro. É terrorismo psicológico.

Força Nacional 

Outra missão de Picciani é explicar que o Rio terá a segurança reforçada durante os Jogos. O caso do estupro coletivo na menor chocou a comunidade esportiva mundial. 

Van do terror

Os yankees lembram outro caso: em 2013, uma turista americana foi estuprada oito vezes por cinco homens dentro de uma van no Rio. Na frente do namorado estrangeiro.

Lotou o baú 

Na véspera da saída da presidente Dilma do cargo, um caminhão baú parou na porta da nova sede do Banco do Brasil, na Asa Norte, e levou mais de 20 ‘CPUs’ de computadores da Diretoria de Governo. Eram do departamento onde foi gerido o programa de Dilma para pressionar os bancos a reduzirem os juros em 2013.

Que dupla 

À época, o agora presidente do BB, Paulo Cafarelli, era braço-direito do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ‘sócio’ de Dilma no aperto aos bancões.

Revolta na CGU

Não satisfeitos com a queda do ministro Fabiano Silveira, os servidores da antiga CGU continuarão mobilizados. Os grupos estão divididos, mas com o mesmo propósito de reforçar o órgão. A turma de Brasília, em parte, gostou da migração da pasta para ministério. As regionais querem a volta da estrutura CGU. 

Escalação 

Os servidores mandaram recado ao presidente Temer de que aceitam um nome de carreira para ministro, com expertise e perfil técnico, e não mais indicação política. Os ministros palacianos de Temer insistem em promover um nome político.

Espiões 

O governador de Minas, Fernando Pimentel, desconfia de que está sendo seguido. Não pela Polícia Federal. Por detetives particulares.

Perdeu, patroa 

A ex-ministra Kátia Abreu perdeu o controle da Confederação Nacional da Agricultura, que presidiu e onde fez o sucessor. Amigos do agronegócio lhe viraram as costas após ela insistir em ficar ao lado de Dilma Rousseff. Deram-lhe duas chances de se dissociar da presidente mal-avaliada, e Kátia não arredou pé. CNA e Kátia romperam de vez.

Bola dividida

Há um racha no Governo Temer sobre a legalização dos Jogos. O senador aliado Blairo Maggi, relator, e o ministro do Turismo, Henrique Alves, são a favor. Mas José Serra (MRE), Osmar Terra (Desenvolvimento Social) e Ronaldo Nogueira (MT) são contra.

Ouvidos atentos

A Secretaria de Segurança do STF continuou as varreduras sigilosas nos gabinetes dos ministros. Mas não acionou a Polícia Federal para descobrir e investigar quem instalou a escuta ambiental no gabinete do ministro Luis Barroso. 

Contrapeso prévio 

Circula no Congresso que os vazamentos dos áudios de Sérgio Machado que prejudicam senadores do PMDB são um aperitivo, e uma justificativa para a grande operação que vem aí, de cerco a Lula e a Dilma.  

Tão perto, tão longe

Secretário-geral da AGU, Paulo Kuhn avisa que é servidor de carreira. Não nega que atuou no Jurídico do PR – com outros 20 advogados – mas cita que jamais teve contato com Valdemar da Costa e com a senadora Gleisi Hoffmann (PT).

Ponto Final

Waldir Maranhão partiu para o Chile na sua primeira viagem internacional como presidente da Câmara dos Deputados. Fechou com Temer e vai ficando no cargo.  

 

Brasília, Quarta-feira, 1º de Junho de 2016