Semana em Pauta
Semana em Pauta
Meu passado me condena
Postulante a uma das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado passou vergonha ao pedir apoio a prefeito da região da Grande Dourados. Fonte da coluna revelou que o chefe do Executivo, outrora espinafrado pelo candidato por ter sido citado na Operação Uragano, usou da elegância para negar o pedido de apoio. O argumento foi tão irônico quanto convincente: “não vai dar para te apoiar, pois você vai perder voto caso eu manifeste estar engajado na sua campanha”. Mais um que pulou do barco ainda antes de embarcar.
• De Nelsinho para Vander
Prognóstico feito na semana passada pela coluna a respeito da migração dos votos do senador Nelsinho Trad (PSD) ao petista Vander Loubet (PT) na corrida pelo Senado começa a se confirmar. Pesquisa divulgada na quinta-feira (13) pelo Instituto Ranking Brasil de Inteligência mostra que após consolidada a desistência de Trad, Capitão Contar teria hoje o voto de 10% dos eleitores, ao mesmo tempo em que Loubet contaria com a preferência de 9,2% dos entrevistados. Empate técnico na margem de erro da pesquisa, de 2,2%, com diferença de menos de 1 ponto percentual em favor do militar da reserva. Reinaldo Azambuja segue firme na dianteira, com 18%. O levantamento foi registrado no TSE: MS-09590/2026 e BR-03493/2026.
• Dinheiro sob o colchão
Chamou a atenção na semana que passou, o total de dinheiro vivo que alguns candidatos declararam estarem em posse à Justiça Eleitoral. Dados do DivulgaCandContas, sistema do TSE que reúne informações sobre candidaturas e contas eleitorais, trouxeram a relação dos mais endinheirados. O deputado estadual Londres Machado lidera a lista, com R$ 4 milhões guardados embaixo do colchão. Na sequência aparecem Odilon Ribeiro (R$ 988.650,00), Rinaldo Modesto (R$ 860 mil) e Silvio Pitu (R$ 750 mil). Fechando a relação dos que guardam no mínimo R$ 500 mil em casa, aparecem o deputado federal Geraldo Resende e o empresário Carlos Bernardo.
• Dinheiro no banco
Somados esses valores, chega-se ao total de R$ 7.598.650,00. Caso o montante fosse aplicado em um CDB de 100% do CDI em 1º de janeiro de 2026, com resgate em 14 de agosto de 2026, véspera do início oficial da eleição, o lucro líquido seria de R$ 522.288,54, descontado o Imposto de Renda. Já dava até para contratar algumas centenas de cabos eleitorais. Alguns candidatos ouvidos pela coluna alegaram se tratar de lançamento errado de seus respectivos contadores. Quem sabe, não é mesmo?
• Efeito dominó?
O desabamento de quatro pontes de concreto no período de pouco mais de 10 anos acendeu o alerta no Parque dos Poderes. Quantas outras estruturas, principalmente por falhas nos projetos, estariam sob risco de desabar? Duas empresas responsáveis pela construção das pontes que caíram somam diversas outras obras semelhantes em seus portfólios em Mato Grosso do Sul. A queda da ponte sobre o Rio Santo Antônio, em janeiro de 2016 em Guia Lopes da Laguna, foi investigada, constatando-se falhas no projeto. Todas as que desabaram foram inauguradas entre 2009 e 2014, na gestão do ex-governador André Puccinelli (MDB).