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Semana em Pauta

Edir Viegas

• Papel na ventania

15 março 2026 - 13h22

A vice-prefeita de Dourados (PL), Gianni Nogueira, foi literalmente abandonada pelo clã Bolsonaro e agora está catando papel na ventania em busca de um novo partido para dar asas ao sonho de candidatar-se ao Senado. Tudo porque acreditou no ex-presidente da República Jair Bolsonaro, hoje passando uma temporada de 27 anos na Papudinha, complexo penitenciário da papuda, em Brasília, em função de tentativa de golpe de Estado e outros crimes contra a democracia.

• Primeira sinalização

Em março do ano passado, em encontro do PL Mulher em Mato Grosso do Sul, Jair Bolsonaro foi categórico: “No ano que vem temos duas vagas para o Senado. Se vocês concordarem, uma vaga eu fecho agora, será para uma mulher de Mato Grosso do Sul”. Ele foi interrompido pelas participantes do encontro, que gritavam o nome de Gianni Nogueira. “Já vi que vocês concordam com isso. Então da minha parte está fechado. Quem sou eu ou o Rodolfo [Nogueira, deputado federal] para não concordar com isso”, prosseguiu o ex-presidente.

• Segunda sinalização

No início de abril do mesmo ano, em entrevista à FM Capital, Jair Bolsonaro voltou a indicar o nome de Gianni Nogueira ao Senado. Ciceroneado pelo amigo Rodolfo Nogueira, que atribuiu a si próprio a alcunha de “Gordinho do Bolsonaro”, o ex-presidente disse na ocasião que “a Gianni está no radar da gente como uma possível candidata nossa ao Senado. Que uma vez chegando aqui, não vai fazer o que eu quero, vai fazer o que tem que ser feito”.

• Silêncio sepulcral

No início deste mês, quando vazaram anotações do pré-candidato a presidente da República Flávio Bolsonaro sugerindo que Gianni Nogueira teria pedido R$ 5 milhões para desistir da corrida ao Senado, este não expressou uma palavra sequer em defesa da vice-prefeita. Ele se apressou a desmentir publicamente apenas o suposto pedido do deputado federal Marcos Pollon (PL), de valor muito mais inflacionado (R$ 15 milhões), para também desistir de concorrer ao Senado. Segue firme o silêncio do clã Bolsonaro sobre essa suspeita.

• O sonho não acabou

Mesmo diante de toda essa confusão, Gianni Nogueira insiste que será candidata ao Senado e está em busca de um novo partido, já que no PL não encontrou guarida. Pesquisa IPR/Correio do Estado publicada na quinta-feira (12) mostra que a vice-prefeita não é lembrada nem no levantamento espontâneo. Na estimulada, nem aparece no disco apresentado aos eleitores pelos pesquisadores. Triste a situação da pré-candidata.

• Pollon na rabeira

No mesmo levantamento, Marcos Pollon aparece na lanterna, na 6ª colocação, o que indica que o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao expoente sul-matogrossense da bancada da bala no Congresso Nacional não está trazendo qualquer resultado positivo, ao menos por ora. A pesquisa mostra o seguinte quadro, no levantamento estimulado: Reinaldo Azambuja (18,2%), Capitão Contar (17,2%), Nelsinho Trad (14,6%), Soraya Thronicke (8%), Vander Loubet (7%) e Marcos Pollon (6%). Indecisos somam 29%.

• Triste posição

 O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra que Mato Grosso do Sul ficou na 4ª colocação entre os Estados com o maior índice de casos de feminicídios em 2025. Foram 39 mortes, o que representa 2,87 ocorrências para cada grupo de 100 mil mulheres. O Acre lidera a tragédia, na proporção de 3,37 casos, seguido por Rondônia (3,17) e Mato Grosso (2,88). Foram contabilizadas no ano passado alarmantes 1.568 mortes, o equivalente a um caso de feminicídio a cada 5 horas. É de arrepiar.

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