Cultura
Oficina de Graffiti orienta professores a aplicar a técnica em sala de aula
Na manhã do ontem, (06), foram realiza duas oficinas de Graffiti, ministradas pelo artista Guto Naveira e o professor Pedro Vasciaveo, na Escola Estadual Riachuelo. As oficinas fazem parte da programação do 1°Seminário Estadual Cultura e Educação – Território da arte na Escola, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação (Sectei) e Secretaria de Educação.
A oficina consistiu numa aula básica de graffiti para ser aplicada em sala de aula. “Eu trabalho o teórico por seis meses. É importante ter a teoria na ponta da língua para se fazer a prática. Depois dos seis meses os alunos passam a pintar as paredes”, explica o professor Pedro Vasciaveo.
Segundo Pedro Vasciaveo o índice de evasão na escola diminuiu depois da implantação do projeto Avanço do Jovem na Aprendizagem (AJA-MS). Pesquisa feita por ele informa que o conhecimento sobre o graffiti pode ser aproveitado pelo professor para discussões construtivas em sala de aula.
Pedro Vasciaevo, ministrante de uma das oficinas, explica que o graffiti é escrita, inscrita nas paredes da cidade, é cor, linguagem, textura, intervenção, arte e denúncia urbana. O graffiti, inclusive de grafiteiros alunos de escolas públicas, como proposta de ensino, pode possibilitar essa construção de narrativas próprias, considerando o aluno como sujeito histórico, ao mesmo tempo em que pode proporcionar a leitura de seus interlocutores tornando a cidade e a escola num texto a ser lido e interpretado, gerando crítica, diálogo e interação em sala de aula.
Olívia Regina Ortunho, professora de Artes no município de Três Lagoas, já tem experiência com graffiti, pois aplicou a técnica com seus alunos do terceiro ano. “É uma experiência gratificante. Eles se identificaram, fizeram pesquisa, desenvolveram trabalhos legais, em sulfite, no caderno. A gente tem que trabalhar com arte contemporânea.”.
Na oficina de Graffiti, ministrada pelo artista Guto Naveira alunos tiveram contato com as principais técnicas do graffiti artístico e com um panorama da arte, apresentando alguns dos artistas mais importantes. “o objetivo não é formar o artista, mas sim orientar o professor para poder trabalhar em sala de aula.
Guto trabalha há oito anos com graffiti e explica que há dez anos, era uma arte marginal, mas hoje é arte contemporânea para paredes. Ele ministra curso na comunidade Dom Antônio, na região da Cidade de Deus, para 700 crianças, e utiliza o graffiti como uma das ferramentas de educação e ensino. “O graffiti é conceitual, dinâmico, atual, contemporâneo”.
O 1°Seminário Estadual Cultura e Educação – Território da arte na Escola termina hoje, domingo, 7 de agosto.